Cientistas descobrem pontas de flecha venenosas usadas por caçadores há 60.000 anos, revelando novas informações sobre a capacidade cerebral dos primeiros humanos.
As descobertas revelam que os humanos já utilizavam ferramentas de caça sofisticadas milhares de anos antes do que se pensava anteriormente.
Por Toria Sheffield
Diretrizes editoriais da revista People

Cientistas descobriram pontas de flecha venenosas com aproximadamente 60.000 anos na África do Sul.
Isso faz com que esses espécimes representem o uso mais antigo conhecido de flechas envenenadas na Terra.
Os autores do estudo afirmaram que as descobertas fornecem novas informações sobre as habilidades cognitivas dos primeiros humanos.
Cientistas encontraram pontas de flecha envenenadas de aproximadamente 60.000 anos atrás na África do Sul, o que significa que os humanos já utilizavam ferramentas de caça sofisticadas milhares de anos antes do que se pensava.
As conclusões são de um estudo publicado recentemente por pesquisadores da Suécia e da África do Sul na ScienceAdvances , uma revista científica com revisão por pares que publica resultados de todas as principais disciplinas científicas.
De acordo com o estudo, as pontas de flecha eram feitas de quartzo e foram encontradas no abrigo rochoso de Umhlatuzana, na província de KwaZulu-Natal.

Ponta de flecha de quartzo descoberta na África do Sul.Marlize Lombard/Universidade de Joanesburgo
Os autores do estudo afirmaram ainda que o veneno encontrado nos artefatos não mataria a presa instantaneamente, mas sim a desaceleraria, tornando o animal mais fácil de capturar. Eles observaram que isso sugere que os caçadores da era Pleistocena — um período marcado por múltiplas eras glaciais — exibiam "complexidade cognitiva", bem como estratégias de caça refinadas.
Antes dessa descoberta, as flechas venenosas mais antigas conhecidas foram identificadas em espécimes do período do Holoceno médio, que ocorreu há cerca de 4.000 a 8.000 anos, tanto no Egito quanto na África do Sul.
Os pesquisadores afirmaram que o veneno usado nas flechas provinha do bulbo de uma erva local chamada Boophone disticha (B. disticha), uma planta com flores altamente tóxica nativa do sul da África. A toxina também foi identificada em flechas encontradas em datas posteriores.

Planta florida Boophone disticha.Philip Perry/Flpa/imageBROKER/Shutterstock
Eles observaram que a B. disticha pode ser fatal para roedores em 20 a 30 minutos. Em humanos, pode causar sintomas como náuseas, distúrbios visuais e fraqueza muscular.
O autor principal do estudo, Sven Isaksson, professor de arqueologia no Laboratório de Pesquisa Arqueológica da Universidade de Estocolmo, destacou a importância das descobertas em um e-mail enviado à CNN . Ele mencionou especificamente o que elas nos revelam sobre os humanos daquela época.
“Compreender que uma substância aplicada a uma flecha enfraquecerá um animal horas depois exige raciocínio de causa e efeito e a capacidade de antecipar resultados tardios”, escreveu Isaksson. “As evidências apontam para humanos pré-históricos com habilidades cognitivas avançadas, conhecimento cultural complexo e práticas de caça bem desenvolvidas.”
Ele também afirmou que "encontrar vestígios do mesmo veneno em pontas de flecha pré-históricas e históricas foi crucial".
“Ao estudar cuidadosamente a estrutura química das substâncias e, assim, tirar conclusões sobre suas propriedades, conseguimos determinar que essas substâncias em particular são estáveis o suficiente para sobreviverem tanto tempo no solo”, acrescentou.
“Sou cética, mas tive experiências que não são explicadas. Então, são sobrenaturais”, diz Carol Capel
Publicado por Heloisa Tolipa
heloisatolipan.com.br

Com mais de dois milhões de seguidores em seu canal no YouTube, ela faz sucesso abordando histórias fantásticas. “Sou ateia, mas tenho umas crenças assim meio malucas. Não tenho medo de fantasma, sou superaberta. Inclusive, até abro as portas, pergunto o que posso fazer para ajudar. O meu único medo na vida é de barata. Viva ou morta, não posso nem ver foto. De resto, encaro qualquer coisa”, garante ela, que mora na Polônia, após abandonar alto salário que ganhava nos Estados Unidos como chefe da área financeira de uma grande empresa
* Por Carlos Lima Costa
Quando se mudou para a Itália e começou a falar de fenômenos sobrenaturais, a youtuber Carol Capel viu o número de seguidores crescer vertiginosamente. Dos cerca de 300 mil, em setembro de 2017, ela superou a marca de dois milhões este ano. “Éramos eu, meu marido (Marcelo de Almeida) e nosso cachorro morando em uma cidade abandonada no topo de uma montanha. Coisas começaram a acontecer dentro da minha casa. Ou mostrava para o mundo ou ficaria doida. Aí decidi monetizar os meus próprios fantasmas. Comecei a filmar e a colocar na internet. As pessoas acharam interessante e foram pedindo mais e mais”, lembra. O pensamento típico de um profissional do mercado financeiro não foi à toa. Afinal, ela é formada em administração de finanças, tem MBA em finanças internacionais e pós-graduação em marketing. Foi, inclusive, para assumir o departamento financeiro da empresa na qual trabalhava, que deixou o Brasil, em janeiro de 2015, indo morar nos Estados Unidos, onde criou seu canal como um hobby, mostrando seu cotidiano. Com o sucesso nas redes, idealizou o curso Carol me ensina inglês. “Eu já mostrava a minha vida, apenas comecei a mudar o foco do canal. Só que hoje em dia, além dos meus relatos, tem também os dos meus seguidores e histórias do cotidiano, uma mistura de tudo e desmistificando muitos mistérios também, sobre os quais fazem muito sensacionalismo. Não mostro só o que é assustador, mas também o que há de real”, explica ela. De casos famosos, já abordou, por exemplo, o do ET de Varginha. Ela crê na existência de alienígenas. E garante: “Estou morando na Polônia, perto de uma usina nuclear e este tipo de lugar é muito monitorado por óvnis. Tem até vídeo no meu canal sobre isso”, ressalta.

Vestida de bruxa no Castelo de Czocha, na Polônia (Foto: Divulgação)
Com a proximidade do Halloween, no dia 31 deste mês, comemoração conhecida no Brasil como o Dia das Bruxas, vale ressaltar que muitos dos fãs de Carol a chamam de “bruxinha”, desde que ela surgiu nas redes vestida como tal, em abril de 2019, em frente ao Castelo da cidade de Czocha, no noroeste da Polônia. “Em vários países do mundo como o Brasil e a Polônia tem uma experiência que as pessoas passam quatro dias em uma imersão participando de uma escola de bruxaria como se elas estivessem vivendo no Castelo de Hogwarts do filme de Harry Potter. Mas é tudo fictício. Eles alugam um castelo e esse castelo é de fato mal assombrado. Fui convidada para participar como social media, tinha que divulgar o evento para que outras pessoas soubessem que esta experiência é possível, porque vão pessoas do mundo todo e eu tenho seguidores no mundo todo”, ressalta. Assim, pediu a sua figurinista que fizesse uma roupa de bruxa. Foi até lá, mas acabou não ficando no evento por sentir uma energia ruim no local. “Estava me sentindo mal lá dentro. Não ía aguentar permanecer quatro dias dormindo ali. Comecei a ficar muito enjoada, principalmente na parte do calabouço, porque pessoas foram torturadas de verdade lá, então, tinha cheiro de sangue. Além disso, comecei a ser perseguida por gatos. Aliás, todo lugar assombrado que eu vou, sou perseguida por gatos. Os esotéricos dizem que eles fornecem proteção para as pessoas. E ouvi muito barulho, era incompatível porque o local estava vazio”, conta.
As fotos fazem muito sucesso em seu Instagram, onde está a caminho dos 500 mil seguidores. Antes de ir embora do castelo, gravou um vídeo. “Dá para ver que tem crânios, ossadas reais de pessoas. Comecei a me sentir mal enquanto gravava e chamei meu marido para ir embora desse castelo que foi habitado por condes no passado, tem toda uma história macabra, já pegou fogo algumas vezes, foi reconstruído. Hoje em dia o Castelo (ele se chama Zamek, em polonês), decorado no estilo do século XIII, é um hotel e funciona para o turismo macabro”, diverte-se ela, que atualmente atua como empreendedora digital, tem o curso de inglês e é empresária também do ramo de investimento. “Quando você trabalha com isso, você sabe muito bem que diluir os investimentos é a melhor maneira de ganhar dinheiro. Então, não pode ficar em uma coisa só”, ensina ela, que conheceu o marido na faculdade em São Caetano do Sul, São Paulo. Formado em Administração de empresas, ele cuida mais do pós venda, da parte financeira, da contabilidade.
E Carol não titubeia quando questionada se realmente acredita em fantasmas. “Não é uma questão de crer, mas de vivência. Por causa desses lugares que a vida me levou, como a região da Itália, certas coisas que vi eram inexplicáveis. Então, passei a ter um outro olhar para tudo isso. Eu sou uma pessoa muito matemática, financeira, cética. Primeiro elimino sempre as possibilidades lógicas. Tive experiências que não são explicadas por meio do natural. Então, elas são sobrenaturais”, pondera.
E guardou um registro do que considera o seu momento mais sobrenatural e inexplicável. Aconteceu durante a quarentena, no apartamento de 60 metros quadrados, onde vive na Polônia com o marido e o vira-lata Aladin, e onde ficaram reclusos entre 12 de março e 1º de junho. “Ninguém saiu nem entrou em casa. De repente, em uma madrugada, tive um pesadelo horrível com uma menina, uma criança de cabelos compridos, morena, bem bonita, usava um vestido branco. Aí vieram dois meninos. Eles falaram que eu precisava passar uma noite dentro dessa casa com essa menina. Eu ganharia um prêmio, mas fui embora, porque ela me dava medo. Acordei de madrugada superassustada, transpirando com esse sonho. Voltei a dormir, acordei. No dia seguinte, fiquei tão chocada com o sonho que não consegui dormir. Eram três da manhã, quando vi que no pote de escovas de cabelo em meu banheiro, tinham três fios de cabelos morenos, bem compridos, praticamente iguais aos da menina do sonho. Os meus são loiros quase brancos. Como era possível ter aqueles fios ali se ninguém tinha entrado nem saído daquela casa”, relata. Tentando entender o que estava acontecendo, acordou o marido. Ficaram em estado de negação. Ele voltou a dormir, ela não conseguiu. “Acendi uma vela para a menina e falei ‘seja lá quem você for, se estiver aqui precisando de ajuda, eu não sou a melhor pessoa para te ajudar com isso, porque não tenho conhecimento dessas coisas, mas por favor me fala como posso te ajudar.’ Conversei ali com a entidade. Foi algo muito louco. Pus os três fios de cabelo na minha frente, no chão, e começaram a se mexer como se tivesse um vento levando eles embora. Mas não tinha, estava tudo fechado. Por dentro, estava morrendo de medo (risos) de que alguma coisa se manifestasse ali, mas, enfim, não manifestou nada e eu não tive mais nenhum pesadelo com essa menina”, acrescenta. E ressalta que não poderia ser uma ex moradora do local. Carol foi a primeira pessoa a viver neste apartamento.

Carol mostra os cabelos que surgiram em seu banheiro e seriam de uma menina fantasma (Foto: Arquivo Pessoal)
Quando o assunto é religião, é direta. “Sou ateia. Assim, não acredito no Deus cristão, mas eu tenho umas crenças meio malucas. Minha família sempre foi muito espírita. Então, tenho um background grande. Eu já li os livros de todas as religiões que você puder imaginar justamente porque eu queria entender o porque de não me identificar com uma delas. Então, fiz ali o que eu achei que precisava. Diante dos cabelos, falei que ela tinha morrido e que se precisasse de ajuda me avisasse como eu poderia ajudar para encaminhar a alma dela para algum lugar”, recorda. Fora do sonho, Carol só viu mesmo os cabelos. “Tirei fotos deles para provar para mim mesma que eu não estava louca e os joguei no lixo”, frisa sorrindo e ressalta que seu marido tem o cabelo “curtinho”.
Ela cita este caso, mas de fato, como conta, já chegou a ver pessoas que não existiam. “Segundo a minha mãe, isso sempre foi a minha realidade. Quando eu era criança, ela virou espírita justamente para tentar me ajudar, porque ela falava que existiam desconexões com a realidade daquilo que eu estava alegando. Por exemplo, pequenininha, no berço, eu apresentava sinais de que estava conversando com alguém. Levava um susto, ela me perguntava porque eu estava chorando, eu dizia que tinha um homem ali querendo falar comigo. Não lembro dessas histórias, mas ela fala que eu fui perseguida. Conforme fui ficando mais velha, com 7, 8 anos, realmente lembro de acontecerem comigo várias experiências sobrenaturais. Pra mim, na minha cabeça, era amigo imaginário. Quando fiquei adulta, minha mãe até me levou num psiquiatra justamente para entender se o que eu tinha era esquizofrenia, por exemplo. Porque esse tipo de sintoma anda lado a lado com a esquizofrenia. Psicólogos, psiquiatras, neurologistas fizeram vários testes, mas nada foi detectado”, reforça. A mãe, então, acreditou que fosse algo sobrenatural e a levou a um centro espírita. Carol odiava. “Imagina, uma pessoa que já vê fantasma dentro de casa e vai no Centro Espírita. Uma vez, já adolescente, fui devolver um livro, com a minha irmã, na biblioteca do centro espírita. Uma mulher virou para ela e perguntou como estava o namorado dela. A Laís simplesmente não respondeu, porque não viu mulher nenhuma. Era só eu que via. Foi assim a vida inteira. Mas não tenho medo, sou superaberta. Inclusive, até abro as portas, pergunto o que posso fazer para ajudar. Não tenho medo de nada do sobrenatural. O meu único medo na vida é de barata. Viva ou morta, não posso nem ver foto. De resto, encaro qualquer coisa”, garante. E diz que o marido passou a ver coisas depois que os dois começaram a namorar.
Com relação ao Dia das Bruxas, Carol conta que só foi ter contato com esta cultura de comemorar o Halloween quando morou nos Estados Unidos. “Sendo uma pessoa que tem a vida assombrada, uma data não faz diferença”, justifica. Mas apaixonada pela decoração das abóboras, gosta de postar fotos macabras, então, todo ano, procura algum lugar que tenha abóboras, seja uma plantação, um parque e tira fotos para mostrar aos fãs. “Virou meio que um conteúdo extra em outubro”, diz. Ela acha que fará alguma transmissão ao vivo contando histórias macabras. “Aqui na Polônia, as crianças saem para pedir doces no dia 31, então, vou ter que comprar alguns para dar aos filhos dos meus vizinhos.” Este mês, aliás, é especial por outro motivo. O aniversário dela no dia 14. Carol acabou de completar 32 anos.
A youtuber dedica 80% de seu tempo ao canal. Às segundas, ela posta vídeos dedicados aos mistérios, e nas quartas e sextas, os temas são variados. Tanto no curso de inglês quanto na corretora de investimentos, ela tem uma equipe da qual faz parte o marido e a irmã.
Com todos os fenômenos que presenciou, quem sabe sobre eles percebe um cotidiano agitado, nada monótono. Mas ela já passou por muitos momentos difíceis, como fibromialgia, depressão, tentativa de suicídio. “Segundo minha mãe, a vida inteira eu tive depressão por ser uma criança muito isolada socialmente, ela até achou que eu tivesse fobia social, mas não. Hoje em dia sou muito bem relacionada com um monte de gente. Era mais uma questão da minha natureza mesmo. Mas com 15 anos, após a morte da minha cachorra, por veneno de rato, fui diagnosticada com depressão clínica. Foi muito dramático pra mim, desenvolvi uma melancolia”, admite.
Foram muitas depressões, que evoluíram para a síndrome do pânico. “Por causa das repetições das crises, aos 17, 19, 21 e 23 anos, em 2016, veio a fibromialgia, um quadro que geralmente evolui em pessoas que têm depressão. Quando me casei, aos 25 anos, fui para os Estados Unidos. Então, aos 26, estava trabalhando em empresa americana, eu era chefe, comandava uma equipe enorme. Resolvi ministrar o curso de Inglês, tinha todo o trabalho no escritório e ainda querendo manter essa questão do Youtube, então, era enlouquecida. Teve uma hora que o corpo não aguentou. Junto a isso, fui diagnosticada com um princípio de insuficiência renal. Tive um tio que morreu com essa doença. Um dia, em 2016, durante uma crise de pânico muito forte, eu estava incontrolável, peguei uma vela daquelas grandes que vende nos Estados Unidos com três pavios, a atirei com muita força na parede, ela quebrou, estilhaçou e eu peguei um dos pedaços do vidro e tentei me matar. Quem me segurou foi meu marido, não sei como conseguiu me acalmar”, desabafa. No dia seguinte, seu marido resolveu adotar um cachorro. Ele achou que seria um suporte emocional para ela e realmente foi. “Aí ano passado eu praticamente curei a fibromialgia, a depressão e a síndrome do pânico. Então, hoje em dia não sinto mais dor nenhuma para nada. Antigamente não podia varrer uma casa. Hoje, faço faxina, pinto parede, faço tudo o que uma pessoa que não tem fibromialgia faz. Então, me considero curada. Embora a medicina tradicional diga que não tem cura”, assegura. Atualmente, não toma remédio nenhum.
Carol e o marido pretendem ficar para sempre na Polônia. “Morar no Brasil, nunca mais. Em todos os aspectos, tenho uma vida muito boa aqui”, aponta ela, que em seu Instagram tem uma série especial onde mostra quais são os brinquedos das crianças de hoje em dia. “Sempre com tom bem irônico e falando que não são iguais aos de antigamente e realmente não são iguais, então, o pessoal da muita risada e se diverte”, explica.
Antes de deixar o Brasil, Carol trabalhou para empresas como a Walt Disney Company e a TV Globo. “Era uma pessoa da área corporativa, trabalhava com finanças internacionais. Mas sabia que eu queria fazer algo que não era aquilo”, lembra. E dava aulas de inglês para os colegas de trabalho. Também trabalhou como professora. “Com 24 anos, já tinha muita experiência, trabalhado em grandes empresas, era bilíngue. Hoje, sou poliglota. Falo italiano, espanhol, polonês, inglês e português”, explica. Toda essa experiência rende uma brincadeira entre o casal. “Meu marido fala que tenho 300 anos e sou uma bruxa, que estou mentindo a idade para ele, pois não é possível que eu tenha aprendido tanta coisa em tão pouco tempo. Mas é que sou nerd mesmo, gosto de estudar”, assegura, às gargalhadas. Apesar da longa relação amorosa, a maternidade não está nos planos. “Desde sempre, nunca quis ter filho”, frisa ela, que também dá palestras para empresas sobre empreendedorismo. “Não sou uma pessoa que age por impulso. Antes de realizar qualquer coisa, eu analiso muito o que vou fazer”, explica.
Acusadas de bruxaria: O curioso caso das “Bruxas de Jundiaí” no século 18
Julgadas por um tribunal que avaliou a relação das envolvidas com o diabo, o destino final das mulheres chamou atenção pela violência
Por Giovanna de Matteo, atualizado por Wallacy Ferrari
Aventurasnahistoria

No ano de 1754 em Jundiaí, Thereza Leyte (mãe) e Escolástica Pinta da Silva (filha) foram acusadas pelo tribunal do Santo Ofício da Justiça Eclesiástica de terem feito um pacto com o diabo, que teria acabado na morte do primeiro marido da filha, Manoel Garcia. O óbito seria resultado de feitiçarias realizadas pela dupla.
A Inquisição – um movimento da Pontifícia Católica, a fim de combater ameaças ao Cristianismo – apesar de ter tido seu epicentro na Europa desde o século 12, também conseguiu chegar ao Brasil no começo do período colonial.
A atividade no Brasil se consolidou depois do estabelecimento do Tribunal do Santo Ofício, que recebia visitas exclusivas de portugueses inquisitores, responsáveis por investigar comportamentos e práticas que se desviavam dos estabelecidos pelo catolicismo.
Esta história foi resgatada pela pesquisadora e filóloga Narayan Porto durante a pesquisa de mestrado Feitiçaria paulista: transcrição de processo-crime da Justiça Eclesiástica na América portuguesa do século 18, comentada no Jornal USP.
A pesquisa teve como base manuscritos originais da Cúria Metropolitana de São Paulo, que traziam um processo criminal que envolvia as duas mulheres, revelando a história das supostas feiticeiras. O trabalho também buscou esclarecer como o Tribunal do Santo Ofício agia na América portuguesa, focalizando a sua atuação no Brasil Colônia.
A perseguição
As conspirações contra essas mulheres começaram quando Manoel Garcia voltou adoecido de uma viagem para Goiás. Desse modo, os parentes do homem incriminaram a esposa e a sogra de terem conjurado a doença através de bruxarias, a fim de pegaram alguns bens dele que estavam em disputa com os familiares, segundo o que foi registrado no processo, que data de 1754, oito anos depois da morte de Garcia.
O estudo explicou como a bruxaria era vista naquela época, sendo repudiada e as acusações, quase sempre, usadas como forma de vingar alguma pessoa. A intenção dos parentes de Manoel Garcia seria assumir a posse de seus escravos após sua morte.
Para isso, eles bolaram um plano com um escravo negro conhecido como feiticeiro para espalhar os boatos de que Thereza e Escolástica estavam envolvidas em técnicas de feitiçaria para morte do homem, que, na verdade, teria sofrido de lepra.
As práticas mencionadas nos documentos acusaram a esposa desse homem de causar feridas em suas pernas e cegueira apenas ao tocá-lo. A mulher também teria causado dores estomacais após mexer com as mãos em um prato de comida dele.
Além disso, o tribunal considerou que a mulher teria feito um “feitiço enterrado”, como era chamado na época, após encontrarem os sapatos e as vestimentas de Garcia enterrados em frente à porta de sua casa.
Através desses registros, foi colocado à mesa a situação fragilizada em que as mulheres da época enfrentavam, ao terem todos os seus atos perseguidos e facilmente podendo serem comparados com técnicas demoníacas. Neste caso, as provas não foram suficientes para condenar as duas mulheres, que foram absolvidas do caso.
Assassinato de e Fan Man-Yee: O macabro caso de tortura, estupro e morte em Hong Kong
Uma mulher foi decapitada e teve sua cabeça encontrada dentro de famosa boneca, após suportar um mês de intensa tortura
Fabio Previdelli
aventurasnahistoria

"O stalinismo é definido pelos historiadores como um regime totalitário que existiu na União Soviética, entre 1927 e 1953, e foi construído pelo líder do país Josef Stalin. Esse governo realizou transformações profundas, na URSS, e realizou uma implacável perseguição aos seus opositores."
"A coletivização das terras soviéticas, a industrialização do país, a perseguição aos opositores por meio dos expurgos e a resistência ferrenha contra os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial foram acontecimentos marcantes durante esse período. Os crimes cometidos durante o stalinismo só foram denunciados após a morte de Stalin."
"Características do stalinismo
O consenso dos historiadores é que o stalinismo foi um regime totalitário. Algumas das características básicas desse governo são:
Em maio de 1999, uma garota de 14 anos foi parar numa delegacia policial em Hong Kong. Ela alegou que, nas últimas semanas, não conseguia dormir e que estava sendo constantemente atormentada pelo fantasma de uma mulher que havia sido amarrada por fios elétricos e torturada até a morte.
De início, os policiais ignoraram o caso, achando se tratar de pesadelos ou bobagens adolescentes. Eles não sabiam que aquele seria o crime mais bárbaro que ouviriam em todas suas carreiras.
A vítima
A vida de Fan Man-Yee, de apenas 23 anos, foi sofrida antes mesmo de seu trágico fim. Quando criança, ela foi abandonada por sua família e criada em um orfanato local. Sem estabilidade familiar e muito frágil emocionalmente, desenvolveu um vício em drogas, via na prostituição e em pequenos delitos a maneira ideal de ganhar dinheiro para sustentar sua dependência.
Em 1997, a jovem começou a trabalhar como anfitriã em uma boate. Apesar da luta incessante contra o vício, a recaída batia em sua porta. Em um desses momentos de dificuldade, conheceu Chan Man-Lok, um cafetão e traficante local que logo a recrutou para seus trabalhos.
Desesperada para alimentar sua compulsão por entorpecentes, Fan Man-Yee roubou a carteira de Man-Lok e tentou fugir com quase 4 mil dólares. Aquele ato seria crucial para o fim de sua vida. Ele logo mandou dois de seus capangas — Leung Shing-Cho e Leung Wai-Lun — a procura da jovem, que foi sequestrada e levada para seu apartamento. Sua intenção era forçá-la a se prostituir e pegar o dinheiro que ganharia como pagamento pelo que lhe foi furtado. Em pouco tempo, o plano ficou fora de controle.
O assassinato
Sob o efeito de fortes drogas, o cafetão e seus subordinados decidiram que a prostituição forçada seria insuficiente para o pagamento da dívida, e começaram a torturá-la. A garota foi amarrada e espancada por longas sessões de martírio. Durante mais de um mês, ela foi submetida a vários horrores, das maneiras mais perversas que a mente humana seria capaz de imaginar: queimaduras na pele, longos períodos de estupro e até a ingestão forçada de fezes humanas.
Foi nessa parte da história que a garota de 14 anos conheceu Fan Man. Ela se relacionava sexualmente com Chan, desfrutando de todo luxo e estilo de vida que o traficante poderia lhe proporcionar. Em uma de suas visitas ao apartamento, ela encontrou a jovem amarrada e, a convite dele, participou de algumas agressões físicas.
Identificada com o pseudônimo de Ah Fong, a menina testemunhou os mais macabros métodos de tortura, em um deles, Man-Lok chutou por mais de 50 vezes a cabeça de Man-yee. Ao ser questionada por participar da tortura, ela disse que “fez por diversão e que queria saber como seria a sensação de machucar alguém”.

Após o sequestro, a jovem foi levada para o apartamento de Chan Man-Lok / Crédito: Divulgação
Depois de um mês sofrendo, a jovem finalmente pereceu. Os carrascos dizem que a mulher havia morrido por uma overdose de metanfetamina que ela própria administrava, embora muitos considerassem que os ferimentos foram o real motivo de sua morte. Essa dúvida permanecerá eterna. Isso porque depois de sua morte, os capangas carregaram o corpo para a banheira do apartamento e a desmembraram com uma serra.
Algumas partes do cadáver foram cozinhadas para evitar a decomposição natural e a emissão do cheiro podre da carne. Os restos foram descartados junto com o lixo da casa. Sua cabeça, no entanto, foi mantida como troféu.
Depois de fervê-la no fogão - e supostamente usarem os mesmo utensílios utilizados diariamente – eles costuraram seu crânio cozido em uma enorme boneca.
Além disso, alguns dentes e vários órgãos de Fan Man foram armazenados em um saco plástico.
O julgamento e as consequências
Em troca da proteção policial – o que só foi plausível pela idade da jovem – Ah Fong testemunhou contra Chan Man-lok e seus comparsas. Em busca de se livrar do fantasma que lhe assombrava, a jovem detalhou todos os momentos de tortura que os três homens participaram. Ambos foram condenados à prisão perpétua pelo crime, que ficou conhecido como o mais bárbaro de Hong Kong.

Chan Man-lok (foto) e seus comparsas foram condenados à prisão perpétua pelo crime / Crédito: Divulgação
“Nunca em Hong Kong nos últimos anos em um tribunal se ouviu falar da tanta crueldade, depravação, insensibilidade, brutalidade, violência e barbaridade”, foram com essas palavras que o juiz Peter Nguyen sentenciou o fim dos três réus. “O público tem direito a proteção de pessoas como vocês”.
Cientistas descobrem novo código de DNA relacionado ao controle genético

17/12/2013 – Há muito tempo os cientistas acreditavam que o DNA diz às células como produzir proteínas. Mas a descoberta de um segundo código secreto de DNA, sugere que o corpo na verdade fala dois idiomas diferentes. A descoberta, publicada na revista “Science”, pode ter fortes implicações em como especialistas médicos usam os genomas dos pacientes para interpretar e diagnosticar doenças, afirmaram os pesquisadores.
O recém-descoberto código genético, encontrado no interior do ácido desoxirribonucleico, o material hereditário existente em quase todas as células do corpo, foi escrito bem acima do código de DNA que os cientistas já tinham decodificado.
Ao invés de se concentrar nas proteínas, este DNA instrui as células sobre como os genes são controlados.
Sua descoberta significa que o DNA muda ou que mutações que ocorrem com a idade ou em resposta a vírus podem fazer mais do que os cientistas pensavam anteriormente.
“Por mais de 40 anos, presumimos que as mudanças no DNA que afetam o código genético impactavam unicamente a forma como as proteínas são feitas”, disse o principal autor do estudo, John Stamatoyannopoulos, professor associado de ciência do genoma e de medicina da Universidade de Washington.
“Agora nós sabemos que esta suposição básica sobre a leitura do genoma humano está incompleta”, afirmou.
“Muitas mudanças no DNA que parecem alterar a sequência das proteínas podem na verdade causar doenças interrompendo programas de controle genético ou inclusive ambos os mecanismos simultaneamente”, prosseguiu.
Novos elementos
Os cientistas já sabiam que o código genético usa um alfabeto de 64 letras denominado códons. Mas agora descobriram que alguns desses códons têm dois significados.
Denominados “duons”, estes novos elementos da linguagem de DNA só têm um significado relacionado ao sequenciamento proteico e outro que é relacionado ao controle genético.
As últimas instruções “parecem estabilizar certas características benéficas das proteínas e de como são feitas”, destacou o estudo.
A descoberta foi feita como parte de uma colaboração internacional de grupos de pesquisa conhecidos como projeto Enciclopédia do Elementos de DNA ou Encode.
Ele é financiado pelo Instituto Nacional de Pesquisas do Genoma Humano com o objetivo de descobrir onde e como as direções de funções biológicas são armazenadas no genoma humano.
Fonte: Fapeam
O mistério das rochas que "cantam" na Pensilvânia

No coração da Pensilvânia, existe um lugar onde pedras não são apenas pedras: elas cantam. Em Ringing Rocks Park, em Bucks County, o campo de oito acres coberto por rochas diabase atrai visitantes intrigados pelos sons metálicos e ressonantes que as pedras produzem quando golpeadas. O parque, além de sua paisagem serena e florestas exuberantes, guarda esse enigma natural que fascina cientistas e curiosos há gerações.
Essas pedras únicas, chamadas de "rochas sonoras" ou "lito fônicas", parecem guardar mais perguntas do que respostas. Embora existam teorias sobre o que causa os sons misteriosos, nenhuma explicação foi amplamente aceita, adicionando um charme de mistério ao parque que é tão popular quanto os próprios sons.
As rochas de Ringing Rocks Park são compostas principalmente de diabase, uma rocha vulcânica formada por lava resfriada há milhões de anos. Esse tipo de formação sofreu um processo chamado "juntamento colunar", que cria rachaduras regulares que ajudam a moldar o som único produzido pelas pedras. De acordo com Ronald Sloto, curador de uma coleção mineral na West Chester University, a estrutura interna das pedras, combinada com suas rachaduras, pode ser o segredo de sua musicalidade.
Mas há quem vá além dessa explicação básica. Uma teoria sugere que a disposição das pedras no campo também influencia o som. Os espaços entre os blocos podem amplificar as frequências sonoras quando as pedras são golpeadas. Outra ideia é que as tensões internas nas rochas, criadas por mudanças ambientais ao longo do tempo, podem alterar suas propriedades acústicas.
Porém, apesar das teorias, faltam estudos mais aprofundados. Cientistas ainda não chegaram a um consenso sobre a verdadeira origem do fenômeno. A ausência de experimentação direta sobre as propriedades sonoras das pedras deixa as respostas ainda fora do alcance.
Uma tentativa inicial de explicação ocorreu em 1970, quando os geólogos John Gibbons e Steven Schlossman analisaram as rochas do parque e apontaram o impacto do clima local em sua formação. Eles sugeriram que a exposição ao sol e à sombra causou alterações nos minerais das pedras, criando uma camada que adiciona tensão ao núcleo das rochas, aumentando sua frequência de ressonância.
Embora interessante, essa ideia foi questionada por outros especialistas. Críticos apontam que os efeitos do clima não seriam uniformes o suficiente para criar as tensões necessárias. Além disso, outros locais com rochas sonoras não apresentam as mesmas condições climáticas, sugerindo que o fenômeno possa ter múltiplas causas.
Mesmo assim, as rochas de Ringing Rocks Park continuam sendo um mistério intrigante. Apesar de haver outras formações de rochas sonoras pelo mundo, o parque da Pensilvânia mantém um lugar especial no coração de seus visitantes. Talvez, algum dia, testes mais avançados revelem a verdadeira origem desse som único, mas até lá, o canto das pedras continua a encantar e intrigar.
Megacurioso
3 seitas 'apocalípticas' que levaram seus membros a suicídio em massa

Dezenas de corpos pertencentes a seguidores da Good News International Church foram encontrados em uma vala comum no Quênia
28 abril 2023
A descoberta de uma vala comum, no Quênia, com mais de 80 corpos de seguidores de uma seita — que teriam sido doutrinados por seu líder para morrer de inanição e abandonar sua "vida terrena" — revela o poder de pregadores messiânicos.
Infelizmente, essa é uma história que se repetiu inúmeras vezes nas últimas décadas com desfechos assustadores.
A seguir, apresentamos três casos em que pregadores com teorias absurdas do fim do mundo e promessas de salvação levaram seus seguidores ao suicídio coletivo.
O Templo do Povo, Jonestown, Guiana - 1978

Jim Jones tinha um discurso sedutor
O Templo do Povo foi um grupo religioso fundado nos anos 1950, envolto em mistério e liderado por uma figura marcante: o americano Jim Jones.
O ideal de Jones era criar "um paraíso socialista" no qual não haveria fronteiras de raça ou nacionalidade. Mas esse sonho não se encaixava muito bem em seu país.
Em 1975, Jones convenceu cerca de 900 seguidores a se mudarem para a Guiana, ex-colônia britânica vizinha à Venezuela, onde fundou uma comunidade utópica conhecida como Jonestown.
Os membros do templo foram em grande parte atraídos pelo discurso sedutor de Jones. Esse fascínio logo se transformou em lealdade, que mais tarde se converteu em fanatismo.
E terminou em idolatria.
Pouco a pouco, a personalidade de Jones começou a se tornar errática e paranoica.
Em seus longos discursos, ele falava sobre supostas ameaças contra seu "paraíso" por parte da CIA, a agência de inteligência americana, cujos agentes ele acusava de serem "traidores" e "porcos capitalistas".
Também houve relatos de abusos contra membros da seita. Nas chamadas "noites brancas", eles simulavam suicídios coletivos.

Na última 'noite branca', Jones ordenou que sua congregação tomasse refresco com cianeto
A informação chegou aos ouvidos do deputado pela Califórnia Leo Ryan, que organizou uma viagem a Jonestown para investigar a situação.
Mas a missão terminou tragicamente quando membros do Templo do Povo atiraram em Ryan e em vários de seus acompanhantes.
Foi então que Jones mandou reunir todos os membros da comunidade, a quem pediu uma "noite branca" final.
"Vamos acabar com isso já. Vamos acabar com esta agonia", é possível ouvir ele anunciando em gravações obtidas por uma investigação do FBI, a polícia federal americana.
Os membros da congregação, alguns voluntariamente e outros forçados —incluindo 300 crianças e bebês — tomaram um refresco adulterado com cianeto. No total, mais de 900 pessoas morreram.

Mais de 900 pessoas morreram em Jonestown, incluindo Jim Jones
Algumas pessoas que haviam se escondido sobreviveram. Jones foi encontrado morto com um tiro na cabeça.
O massacre foi registrado como o maior suicídio coletivo da história.
Ramo Davidiano, Waco, Texas - 1993
O Ramo Davidiano era uma seita com sede perto de Waco, no estado americano do Texas, fundada em 1955 e derivada do grupo religioso davidiano da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Em 1981, Vernon Howell, um jovem que vinha de uma família disfuncional e tinha antecedentes criminais por relações sexuais com uma menor de idade, entrou para a seita davidiana.

Howell mudou seu nome para David Koresh para projetar uma identidade bíblica
Após uma disputa pelo domínio da seita, Howell emergiu como o líder supremo dos davidianos e mudou seu nome para David Koresh, na tentativa de reivindicar sua conexão divina com David, o rei dos judeus, e com Ciro, o Grande, da Pérsia (Koresh significa Ciro em hebraico).
Ele assumiu um papel messiânico, se autodeclarando como o último profeta e afirmando ter recebido o mesmo nível de inspiração de Jesus quando foi batizado.
Seus ensinamentos apocalípticos da Bíblia, incluindo suas interpretações do Livro do Apocalipse e dos Sete Selos, em que previa os eventos que anunciavam o Apocalipse, atraíram muitos seguidores.
Para se preparar para esse apocalipse, Koresh estabeleceu um "Exército de Deus" e começou a acumular um arsenal de armas no complexo davidiano conhecido como Mount Carmel.
Ele também introduziu a ideia de praticar "casamentos espirituais" com inúmeras mulheres da seita de todas as idades. Acredita-se que ele teve mais de dez filhos com elas.

Estima-se que Koresh teve mais de dez filhos com diferentes mulheres
As acusações de abusos sexuais e tráfico de armas levaram o Departamento de Justiça dos EUA a cercar o complexo com 76 agentes com treinamento militar e mandados de busca e prisão.
O cerco durou 51 dias e, apesar das negociações iniciais e da liberação de alguns membros, inclusive menores de idade, no dia 19 de abril as autoridades deram início a uma investida final no complexo.
Eles lançaram gás lacrimogêneo, houve troca de tiros e, algumas horas depois, começou um grande incêndio.
Em questão de minutos, o Mount Carmel foi reduzido a cinzas, e os 79 davidianos que estavam dentro do complexo morreram.

Não se sabe como começou o incêndio no complexo Mount Carmel
Não foi possível estabelecer a origem do incêndio. Koresh havia morrido antes com um tiro na cabeça, mas tampouco se sabe se foi suicídio ou se alguém o matou.
Embora um relatório oficial tenha concluído que a responsabilidade em última análise pela tragédia era de Koresh e seus seguidores por iniciar o incêndio, as decisões e ações tomadas pelas agências governamentais envolvidas no cerco foram duramente criticadas.
Heaven's Gate, Rancho Santa Fé, Califórnia - 1997
Heaven's Gate (que pode ser traduzido como "Portão dos Céus") é considerada uma das primeiras seitas religiosas da era da internet.
Eles usavam a tecnologia digital para difundir suas crenças para um público mais amplo e também como forma de gerar renda.

Marshall Applewhite combinava terminologia de ficção científica com textos bíblicos em suas mensagens
Foi fundada no início dos anos 1970 por Marshall Applewhite e sua esposa Bonnie Nettles, uma enfermeira que ele conheceu enquanto estava em uma instituição psiquiátrica.
Eles viajaram pelos Estados Unidos recrutando um grupo de seguidores que chamaram de "a tripulação" e acabaram se estabelecendo no sul da Califórnia. Quando Nettles morreu em 1985, Applewhite continuou à frente da congregação.
A filosofia do grupo era uma mistura de princípios da Igreja Presbiteriana e crenças sobre óvnis (sigla usada para designar "objetos voadores não identificados"). Applewhite pregava que ele era o Advento de Cristo, que Deus era um alienígena e que o fim do mundo estava próximo.
Em seus sermões, ele combinava ficção científica com o Antigo Testamento para incitar seus seguidores a "superar suas vibrações genéticas como uma forma de sair de seus veículos para que seus espíritos pudessem ressurgir a bordo de uma nave espacial e alcançar o próximo nível evolutivo acima do ser humano".
Foi assim que os convenceu a consumir purê de maçã e barbitúricos, acompanhados de doses de vodca.

A perícia encontrou os corpos de 39 pessoas na mansão da seita Heaven's Gate
Desta maneira, suas almas liberadas ascenderiam a uma nave espacial que viajava no rastro do cometa Hale-Bopp, que estava passando pela Terra na época, e que os levaria ao seu novo lar no espaço.
Em 26 de março de 1997, a polícia encontrou os corpos de 39 pessoas — incluindo o de Applewhite — cobertos com mantos de cor púrpura, com sacos plásticos na cabeça e vestidos com moletons preto e branco e tênis Nike.
bbc.com
Claudia San Pedro – Presidente do Sonic Drive-In
- Por Claudiney San Pedro

Claudia San Pedro atua como Chefe da Categoria de Serviço Limitado e Presidente do SONIC Drive-In, parte da família de restaurantes Inspire. O Inspire é uma empresa de restaurantes multimarcas cujo portfólio inclui quase 32.000 restaurantes Arby's, Baskin-Robbins, Buffalo Wild Wings, Dunkin', Jimmy John's, Rusty Taco e SONIC Drive-In em todo o mundo.
San Pedro define a direção estratégica da SONIC e é responsável por supervisionar as equipes de marketing, operações e cadeia de suprimentos da marca. Ela também é responsável pelo crescimento e sucesso dos restaurantes próprios da SONIC, bem como pelo relacionamento da marca com sua comunidade de franquias.
San Pedro se juntou à SONIC em 2006 como vice-presidente de relações com investidores e tesoureira. Nessa função, ela dirigiu o planejamento financeiro, aquisição e investimento de fundos para a organização, formulou a estratégia de relações com investidores e supervisionou as comunicações com a comunidade de investimentos. San Pedro foi promovida a vice-presidente executiva e diretora financeira em 2015, e foi responsável pelas práticas de planejamento financeiro da SONIC, bem como pelo relacionamento da marca com instituições de crédito, acionistas e a comunidade financeira.
Antes de se juntar à SONIC, ela atuou como diretora do Oklahoma Office of State Finance (OSF). Nomeada pelo governador Brad Henry em 2005, San Pedro foi a primeira mulher e a primeira hispânica a atuar como diretora de finanças estaduais de Oklahoma.
Anteriormente, San Pedro atuou como diretor assistente da equipe fiscal do Senado Estadual de Oklahoma e analista de orçamento da equipe para os subcomitês de dotações do senado sobre educação, serviços humanos e governo geral.
San Pedro atualmente atua nos conselhos da Câmara de Comércio da Grande Oklahoma City, BOK Financial e da Fundação para Escolas Públicas de Oklahoma City.
San Pedro é ex-aluna do Smith College em Massachusetts. Ela também recebeu um MBA da University of Oklahoma.
Presidente em exercício
Nicole Bustillos – Western Heights
Sou veterano na Western Heights High School e meu plano de pós-graduação é cursar a OSU-OKC e obter um diploma de associado em ciências e, então, transferir-me para a UCO para obter meu diploma de bacharel em sociologia. Fui reconhecido como editor no anuário e sou finalista do Hispanic Scholarship Fund.
Líder de juramento/canção
Talia Thompson – Cidade de Putnam Norte
Vou me formar com honras na Putnam City North High School. No semestre passado, participei do All-State Choir, State Solo e Ensemble Contest for Choir, e recebi o State Superintendent's Award for Arts Excellence. Também fui indicada para a maior conquista da minha escola, Miss Panther. Vou cursar a University of Oklahoma e me formar em Engenharia Ambiental. Recebi várias bolsas de estudo, como a Diversity and Inclusion Scholarship, First Year Engineering Scholarship e uma isenção total de mensalidade. Também farei parte da President's Leadership Class.
Invocadora
Jessie Shelton – Classen SAS NE
Jessie Shelton se formará na Classen School of Advanced Studies na Northeast e frequentará o Rochester Institute for Technology no outono para estudar Management Informations Systems. Na Classen School of Advanced Studies na Northeast, ela está envolvida na Health Occupation Students of America, Black Student Union, Art Club e é um membro ativo no OKCPS superintendent advisory Council. Fora da escola, ela passa a maior parte do tempo com sua família imediata e extensa, realizando tarefas como babá, tutoria e assistência geral. Em seu tempo livre, ela gosta de ler, desenhar e pintar. Seus objetivos futuros são obter um MBA e seguir uma carreira como gerente de software.
Presidente do Dia: Reyna Sun Harding Preparatório da Carta
Recentemente recebi uma classificação Superior no Distrito para Solo e Conjunto em orquestra e estarei competindo na competição estadual onde Reyna recebeu uma classificação Superior no Concurso Estadual para Solo e Conjunto. Em Discurso e Debate, recebi o segundo lugar do Oklahoma West Regional Champion em monólogo 5A. Estarei cursando psicologia na University of California – Irvine e espero me tornar um psicólogo clínico.
Introdução dos visitantes: Ykin Vuong Putnam City North
Vou me formar com honras na Putnam City North High School com um GPA de 4,24. Nos últimos meses, fui indicado para a maior conquista de Mister Panther na Putnam City North. Também fui aceito na Indiana University em Bloomington, Baylor University, mas, no final das contas, decidi me comprometer com a University of Oklahoma para cursar a Price College of Business e me formar em Marketing. Fui premiado com o Distinction Award na Baylor e o Academic Achievement Award na OU.
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O mistério do nevoeiro de Londres, desvendado mais de 60 anos depois

Em 1952, a cidade inglesa foi tomada por uma neblina escura e tóxica que levou a morte quase 12 mil pessoas
Era 5 de dezembro de 1952 e Londres já se preparava para o final de ano em clima de natal, contudo, um grande nevoeiro que cobriu toda a cidade surpreendeu os londrinos naquele dia. Ninguém sabia a causa daquele evento, no entanto, 60 anos depois, uma equipe de químicos de todo o mundo revelou que aquela névoa era letal, e começou devido um desastre de poluição que ficou marcado na história britânica.
De início, os cidadãos acreditaram que a névoa seria como as outras tantas que comumente fazem parte do cotidiano britânico. Porém, ao anoitecer, o ambiente começou a ficar estranho. O céu ficou amarelado e a cidade toda foi tomada por um cheiro de 'ovo podre'.
Para a preocupação de todos, esse clima não foi embora. No dia seguinte, o céu amanheceu com uma cor esverdeada. O fedor de lixo tomava conta da cidade. O tempo foi passando e a névoa densa só piorava: a visibilidade estava cada vez mais difícil e respirar aquele ar podre se tornou torturante. A situação era essa por longos cinco dias, até que em 9 de dezembro aquele terror acabou.
No final, 150 mil pessoas foram hospitalizadas. Além disso, estima-se que cerca de 12 mil pessoas, incluindo homens, mulheres e crianças, vieram à falecer durante o período do nevoeiro que os expôs ao ar extremamente poluído.
Esse evento catastrófico ficou conhecido como 'O Grande Nevoeiro de Londres'. Na época ele foi atribuído ao carvão, porém por décadas os detalhes que levaram a ocorrência dessa névoa tóxica permaneceram indefinidos.
Essa fumaça surgia da queima de carvão para o aquecimento doméstico, e por isso a neblina era vista como um fenômeno de inverno. A eletricidade, também no pico do consumo, com as pessoas enfurnadas em casa, vinha de termoelétricas movidas a carvão nas imediações da cidade.
No entanto, em 2016 uma equipe liderada por Renyi Zhang, da Universidade Texas A&M, retomou os estudos sobre o fenômeno, que esclarece os fatores que levaram ao Grande Nevoeiro, além da análise de outros acidentes de poluição atmosférica.

O que causou esse horror?
O estudo foi publicado na Proceedings of the National Academies of Sciences e foi feito através de medições atmosféricas em duas cidades propensas à poluição (Xian e Pequim, ambas localizadas na China), e alguns experimentos laboratoriais.
Os cientistas revelaram que uma das características do Grande Nevoeiro foi à presença de partículas de ácido sulfúrico (sulfato) no ar, que causaram o tom amarelado e esverdeado no céu e também o odor fétido. A inalação dessa substância também foi uma das principais causas de hospitalização das pessoas.
Zhang e sua equipe atestaram que o sulfato pode se acumular dentro das gotículas de água nas neblinas por causa de interações químicas entre o dióxido de enxofre e o dióxido de nitrogênio. Esses elementos, por sua vez, são liberados em razão da queima de carvão, ou pelos escapamentos de automóveis.
“As pessoas já sabiam que o sulfato era um grande contribuinte ao nevoeiro, e que as partículas de ácido sulfúrico eram formadas pelo dióxido de enxofre liberado pela queima do carvão”, explicou Zhang. “Nossos resultados mostraram que esse processo era facilitado pelo dióxido de nitrogênio, outro coproduto da queima do carvão, e ocorreu inicialmente no nevoeiro.”

Já o sulfato promove a formação de outras partículas, incluindo nitrato e matéria orgânica, o que faz com que uma forte neblina se forme. Desse modo, quando a água da neblina desaparece, ocorre uma concentração do ácido que libera partículas corrosivas que se penetram em quaisquer superfícies que entrem em contato, podendo se alojarem em prédios, cimentos, estradas, e até pulmões de humanos e animais.
Portanto, essa combinação de reações químicas, e um clima desfavorável, teria levado à formação do Grande Nevoeiro de Londres. Além disso, a equipe de cientistas avaliou que as condições por trás desse episódio podem ocorrer em outros lugares do mundo
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A verdadeira e sombria história de Pinóquio que deu origem à animação da Disney

A famosa história da marionete de madeira não era nada doce se comparada com a original
Quando se fala de Pinóquio, a primeira lembrança que vem em mente é a animação concebida por Walt Disney em 1940, sendo a segunda lançada por seu estúdio. A história era repleta de cenas marcantes e tinha o seu fim com uma lição de moral tocante.
Muitas das histórias que conhecemos quando crianças, justamente com essa mesma estrutura de narrativa com teor educativo e doce, apresentam suas versões originais com um tom mais pesado e sombrio – e com o Pinóquio não foi diferente.
A marionete de madeira mais famosa do mundo foi publicada pelo italiano Carlo Collodi (1826 - 1890) entre 1881 e 1883 em um jornal infantil vendido nas bancas da Itália. Após servir o exército durante as guerras da independência, Collodi tornou-se uma pessoa bastante crítica e amarga, e não poupava em demonstrar a sua desilusão com a vida nas páginas das histórias do boneco.
A narrativa reflete problemas econômicos que muitos do país enfrentavam 20 anos após o Risorgimento, um movimento ocorrido entre 1815 e 1870 que tinha como objetivo unificar a Itália.
O nariz que crescia foi o menor dos problemas
Na época em que Collodi publicou as histórias de Pinóquio, não existiam os conceitos de infância como os que temos hoje. Não havia diferença entre a psicologia infantil e a adulta, e isso acarretava em histórias sombrias e mais levadas para a realidade pararem nas mãos das crianças, assim como piadas que apenas seriam entendidas pelo público mais velho.
Os primeiros capítulos da inicialmente intitulada “História de uma Marionete” foram publicadas no dia 7 de julho de 1881, e dois anos mais tarde foi compilada em um único livro, intitulado “As Aventuras de Pinóquio”.

Diferente da animação de Walt Disney, a obra original de Collodi não é levada para o maniqueísmo, apostando em personagens ambíguos, sendo nenhum deles puramente bom ou mau na história. O próprio Pinóquio, por exemplo, é retratado sendo um verdadeiro malandro, na melhor das definições, sendo bastante rebelde e responsável por aprontar várias peripécias.
A mais cruel delas, inclusive, foi matar o Grilo Falante com um martelo de madeira, isso após o personagem dar-lhe conselhos sobre ser mais responsável. O personagem chega a aparecer em páginas futuras, porém como espírito. Apesar das atitudes minimamente questionáveis, Pinóquio vai amadurecendo conforme as páginas passam – só que essa jornada não foi nada fácil para o boneco.
No primeiro final para a história, que ocorreu no capítulo 15, Collodi resolveu dar um desfecho repentino para o Pinóquio, fazendo-o ser enforcado pela Raposa e o Gato em um grande carvalho e ter as suas moedas de ouro roubadas. E como se não bastasse, ele já tinha tido os pés colocados em um braseiro enquanto dormia, em um momento anterior da história.
A decisão não foi nada bem recebida pelos leitores, que enviaram diversas cartas para o jornal pedindo mais capítulos para a história. Então, o autor resolveu dar continuidade a história de Pinóquio, fazendo-o voltar à vida com ajuda da Fada Azul. As histórias criadas por Collodi acabaram se tornando um sucesso mundial após a publicação de capítulos posteriores. Infelizmente, o autor nunca pôde colher os frutos da enorme popularidade de sua criação.
Menos doce, mais soturna
Como mostrado, a história original carrega um sentimento mais sombrio e realista para os personagens, e não para apenas em Pinóquio e Grilo Falante. Gepeto, o “pai” do protagonista, não é aquele amável relojoeiro que vive tranquilamente em sua casa com seus bichinhos de estimação.
Na obra original, Gepeto é extremamente pobre e exerce a profissão de carpinteiro, e não de relojoeiro. E apesar de ser introduzido como um velhinho bondoso, a vizinhança o considera um “tirano” com as crianças. Fazendo um paralelo com o momento econômico no qual a Itália passava, Gepeto e Pinóquio encontram bastante dificuldade em conseguir comida, assim como boa parte da população do país na época que as histórias foram publicadas.
Falando sobre a Fada Azul, ela também está presente na história, porém de maneira mais molesta, ensinando lições bastante traumáticas ao boneco. Uma delas levou ela a fingir a própria morte, e fazer o Pinóquio acreditar que ele tinha sido o culpado.
Chegando ao final da história, Pinóquio vai parar no País dos Brinquedos, onde – para a felicidade de todos – ninguém é obrigado a estudar. Porém é claro que isso vem por um preço caro, fazendo com que todos os presentes se transformem em burros. Lá, Pinóquio é morto pela segunda vez na história, e a Fada Azul dá uma última lição ao boneco, fazendo-o acordar do sonho – que acabou sendo uma surpresa para os leitores. E para finalizar, assim como na animação da Disney, Pinóquio acaba por se tornar um menino de verdade.
Considerada pesada nos dias de hoje, a história criada por Collodi era bem próxima da realidade vivida pelos italianos no século XIX, sendo um retrato cru do quão cruel a sociedade mundo afora pode ser, principalmente para uma criança. Em suma, ele concebeu uma narrativa que retrata as dificuldades em tornar-se um adulto.
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Mistério de vulcão que quase destruiu o mundo é finalmente desvendado

Erupção vulcânica ocorrida em 1831 provocou uma queda global de temperatura de cerca de 1°C, desencadeando perdas agrícolas ao redor do mundo
Uma equipe de cientistas desvendou recentemente o mistério por trás de uma erupção vulcânica ocorrida em 1831, que provocou uma queda global de temperatura de cerca de 1°C e desencadeou fome e perdas agrícolas ao redor do mundo.
Após anos de debate na comunidade científica, pesquisadores da Universidade de St. Andrews identificaram o vulcão responsável: o Zavaritskii, localizado na remota ilha de Simushir, nas Ilhas Curilas, uma área de disputa entre Rússia e Japão.
História
A ilha, atualmente controlada pela Rússia, já foi utilizada como uma base secreta de submarinos nucleares durante a Guerra Fria. Hoje, opera como um posto militar estratégico.
A erupção foi datada para a primavera ou verão de 1831, graças à análise de fragmentos microscópicos de cinzas preservados em núcleos de gelo polar, uma técnica que só se tornou possível nos últimos anos.
O estudo, conduzido pelo Dr. Will Hutchison e publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, revelou uma correspondência química precisa entre os fragmentos de cinzas encontrados nos núcleos de gelo e amostras coletadas no vulcão Zavaritskii.
Foi um verdadeiro momento eureka no laboratório, quando percebemos que os dados eram idênticos", afirmou o Dr. Hutchison.
A análise química detalhada dos fragmentos de cinzas, com tamanho equivalente a um décimo do diâmetro de um fio de cabelo humano, permitiu identificar o evento explosivo e datá-lo com precisão.
Segundo Hutchison, a descoberta exigiu colaboração internacional com cientistas do Japão e da Rússia, que forneceram amostras coletadas nas Ilhas Curilas décadas atrás.

A pesquisa também destacou o potencial inexplorado da região das Ilhas Curilas, que abriga uma densa atividade vulcânica. Hutchison enfatizou a importância de preparar respostas internacionais para futuras erupções de grande magnitude. "Precisamos estar prontos como comunidade científica e sociedade para coordenar uma resposta global quando o próximo grande evento acontecer", concluiu.
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