Bombardeio a Teerã mata ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad
Agência estatal diz que ataques de EUA e Israel atingiram sua casa
- Por Jovem Pan*

O ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, teve a morte divulgada neste domingo (1º) pela agência estatal de notícias Iranian Labor News Agency (ILNA). Ahmadinejad presidiu o Irã entre 2005 e 2013 e foi um dos alvos dos bombardeios promovidos desde sábado (28) por Estados Unidos e Israel contra o país.
Segundo as informações publicadas, o político, de 69 anos, morreu após os ataques aéreos a Teerã, junto com seus guarda-costas. Ele estava em sua residência, no distrito de Narmak, na zona leste da capital iraniana.
Outras autoridades iranianas foram confirmadas entre os mortos pelos ataques, como o próprio líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o posto vitalício há 36 anos.
Também foram confirmadas pela mídia estatal iraniana as mortes do secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani; e do comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o major-general Mohammad Pakpour.
Visita ao Brasil
Em 2009, Mahmoud Ahmadinejad fez uma visita oficial ao Brasil, em que tratou de temas internacionais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na época em seu segundo mandato. O ex-líder iraniano defendeu a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
*Agência Brasil
Papa pede diplomacia e fim da espiral de violência no Oriente Médio
Leão XIV também manifestou solidariedade por chuvas em Minas Gerais
- Por Jovem Pan*

Em declaração, neste domingo (1º), o Papa Leão XIV pediu paz e diálogo diante do novo conflito armado no Oriente Médio iniciado por ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã no último sábado (28).
“Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, dirijo às partes envolvidas um veemente apelo para que assumam a responsabilidade moral de pôr um fim à espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável!”
Os bombardeios ao Irã deixaram centenas de feridos e mortos, incluindo autoridades do país, como o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o major-general Mohammad Pakpour.
Também foi confirmada mídia oficial iraniana na noite desse sábado (28) a morte do aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o cargo vitalício de líder supremo do país há 36 anos.
O pontífice clamou que “a diplomacia recupere o seu papel, e que seja promovido o bem dos povos, que anseiam por uma convivência pacífica, baseada na justiça”.
“Acompanho com profunda preocupação o que está a acontecer no Oriente Médio e no Irã nestas horas dramáticas. A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”.
Chuvas em Minas Gerais
Na mensagem publicada na rede social X, o Leão XIV também se solidarizou com a população atingida pelas chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais.
“Estou próximo da população do estado brasileiro de Minas Gerais, atingida por violentas inundações. Rezo pelas vítimas, pelas famílias que perderam as suas casas e por todos aqueles que estão a trabalhar nas operações de socorro”.
O último balanço da Polícia Civil de Minas Gerais atualizou que o número de mortes causadas pela chuva chegou a 72, sendo 65 em Juiz de Fora e sete em Ubá, cidade onde uma pessoa continua desaparecida.
*Agência Brasil
Juíza que ganhou R$ 128 mil em um mês diz que teve fala sobre penduricalhos ‘distorcida’
A manifestação de Cláudia Márcia no STF ganhou enorme repercussão
- Por Jovem Pan*

Representante dos magistrados do Trabalho e defensora dos chamados penduricalhos na magistratura, a juíza Cláudia Márcia de Carvalho Soares afirmou que houve “distorção de conteúdo” de sua fala em sessão Plenária no Supremo Tribunal Federal, na quarta, 25, quando declarou que “o juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso o combustível, o carro financiado, não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água e não tem café”.
Em um único mês, dezembro passado, ela recebeu R$ 128.218,12. Em nota divulgada nesta sexta, 27, Cláudia Márcia afirma: “O montante reuniu parcelas de naturezas distintas, salário regular, décimo terceiro e passivos administrativos acumulados ao longo de décadas e pagos de forma parcelada, sempre com autorização do Conselho Superior da Justiça do Trabalho”.
Segundo ela, ‘a soma excepcional foi convertida em parâmetro habitual, o que não corresponde à realidade’.
A manifestação de Cláudia Márcia no STF ganhou enorme repercussão. Nas redes, ela é alvo de críticas, ironias e memes. Na sessão do Supremo, que julga supersalários no funcionalismo, seis advogados fizeram uma defesa enfática de holerites que ultrapassam o teto constitucional, sobretudo no Judiciário. As sustentações foram apresentadas após a Corte levar ao plenário o julgamento da liminar do ministro Flávio Dino, que, segundo ele, pode pôr fim ao “Império dos Penduricalhos”.
Para a juíza aposentada, os exemplos sobre a necessidade dos magistrados de primeiro grau pagarem ‘tudo do bolso’ tiveram “finalidade exclusivamente didática”. “Ao circularem de forma isolada, fora do encadeamento argumentativo, produziram uma leitura que desloca o debate institucional para o campo individual”, afirmou.
Para Cláudia, “o mesmo ocorreu com a divulgação de valores recebidos em um mês específico, apresentados como se correspondessem à remuneração ordinária”.
A magistrada recebeu R$ 128.218,12 de rendimento líquido, em dezembro de 2025, porque, além do salário de R$ 42.749,56, acumulou R$ 46.366,19 em indenizações e R$ 39.102,37 em direitos eventuais.
Para a juíza do Trabalho, “os últimos tempos não foram de tanta glória, mas de preocupação para a magistratura“, segundo disse no Plenário do Supremo. “Os juízes não têm segurança jurídica. Um mês não sabe o que vai receber, outro mês não sabe se vai ‘cair’, vem uma liminar, vem outra”, arrematou na quarta-feira.
“Minha manifestação teve caráter estritamente técnico e associativo. Defendi que os graus da magistratura responsáveis pela maior carga processual do país e pelo contato direto com os conflitos sociais sejam considerados dentro de uma lógica estrutural coerente.”
Em defesa de seus proventos, Cláudia afirmou que “o montante reuniu parcelas de naturezas distintas, salário regular, décimo terceiro e passivos administrativos acumulados ao longo de décadas e pagos de forma parcelada, sempre com autorização do Conselho Superior da Justiça do Trabalho”.
Ela ainda enfatizou que “magistrados de primeiro e segundo graus exercem suas funções sob condições institucionais distintas daquelas existentes nas cortes superiores”.
“Trata-se de uma realidade administrativa objetiva, que precisa ser considerada em qualquer modelagem remuneratória séria. Não se discutiam benefícios pessoais, mas coerência sistêmica.”
*com informações do Estadão Conteúdo
Cão Orelha: perícia não aponta fraturas causadas por ação humana; saiba o que diz o laudo
O corpo do cachorro foi exumado no âmbito da investigação que apura a morte do animal de Praia Brava, em Florianópolis
- Por Jovem Pan*

Um laudo pericial não identificou fraturas causadas por ação humana no cão Orelha, que morreu na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro. A suspeita é de que ele seja vítima de agressão.
A conclusão do documento cita, no entanto, que não é possível afirmar que o animal não sofreu traumas na cabeça ou em outras partes do corpo.
Os exames periciais não permitem confirmar as causas da morte do animal. A suspeita é de que o cão tenha sido agredido até a morte por um grupo de adolescentes.
A Polícia Civil de Santa Catarina informou que os procedimentos que apuram a morte do cão Orelha foram encaminhados ao Ministério Público. O MPSC diz que avalia as conclusões para emitir seu parecer.
A defesa do adolescente supostamente envolvido no caso informou que aguarda a manifestação do MP para poder se posicionar.
Como foi feita a análise
O laudo foi produzido a partir da exumação dos restos do cachorro, realizada no dia 11. A perícia foi pedida pela 10ª Promotoria de Justiça de Florianópolis, após o MP receber a conclusão das investigações da polícia e apontar a necessidade de maiores esclarecimentos sobre o caso. A justiça autorizou o procedimento.
Os peritos afirmam terem examinado todos os ossos dos animais, porém ressalvam limitações importantes nesse trabalho devido ao processo de esqueletização do cachorro.
A perícia não constatou quaisquer fraturas nos ossos do animal, mas diz que a ausência de fraturas não exclui eventual agressão ou golpe na cabeça do animal, como apontou inicialmente a análise da Polícia Civil.
“Todos os ossos do animal foram minuciosamente examinados visualmente, não tendo sido constatada qualquer fratura ou lesão que pudesse ter sido causada por ação humana, nem mesmo em crânio”, diz trecho do laudo.
Os peritos afirmam haver compatibilidade para uma possível ação traumática sem produzir fratura. “A literatura especializada afirma que a maioria dos traumas cranianos não apresenta fraturas, porém ainda são capazes de levar os animais à morte. Assim, é plenamente plausível que o animal tenha sofrido um trauma contundente na cabeça em um dia e piorado clinicamente de forma progressiva até o outro”, dizem.
O laudo diz ainda que não foram encontrados vestígios que sustentem a informação veiculada em redes sociais de que um prego teria sido cravado na cabeça do animal. Na região do maxilar esquerdo, os peritos encontraram uma área de porosidade óssea compatível com osteomielite (infecção óssea).
Segundo os peritos, o achado não tem relação com eventual ação traumática que o cão tenha sofrido. Na coluna vertebral, foram observados sinais de desgaste compatíveis com espondilose deformante, doença degenerativa comum em animais idosos.
Caso teve repercussão nacional
Orelha era um cachorro comunitário que recebia cuidados de moradores na região da Praia Brava, ponto turístico da capital catarinense. Em 5 de janeiro, ele foi encontrado agonizante por moradores. Levado a uma clínica veterinária, o animal recebeu cuidados, mas não resistiu. Vídeos postados em redes sociais mostraram um cão, supostamente o Orelha, sendo agredido por um grupo de adolescentes.
O caso ganhou grande repercussão nacional e até internacional. O Ministério Público e a Polícia Civil abriram investigação.
Um laudo inicial apontou que ele teria morrido em decorrência de um golpe na cabeça com objeto contundente. A polícia ouviu oito adolescentes, mas apenas um foi apontado como autor da agressão. O MP vai avaliar se acolhe o pedido para que ele seja internado por ato infracional de maus-tratos a animal. O processo corre em segredo de Justiça por envolver adolescentes.
*Com informações de Estadão Conteúdo
Fim da escala 6×1 elevaria custo na economia em até R$ 267,2 bi por ano, diz CNI
Segundo a projeção da confederação, os impactos serão sentidos com maior força na indústria da construção
- Por Jovem Pan*

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, nesta segunda-feira (23), que o custo da redução de jornada de trabalho até 40 horas poderia ser de R$ 178,2 bilhões a R$ 267,2 bilhões por ano. Isso significaria um impacto de 7% na folha de pagamentos. A projeção considerou dois cenários: compensando a redução com horas extras ou com contratações novas.
Segundo a projeção da CNI, os impactos serão sentidos com maior força na indústria da construção e nas micro e pequenas empresas industriais.
De um total de 32 setores industriais, 21 apresentariam elevação de custos acima da média da indústria, independentemente da estratégia adotada pela empresa para manter o número de horas atuais de produção.
Exemplos de impactos por setores econômicos:
– Indústria da transformação: de 7,7% a 11,6%;
– Indústria da construção: de 8,8% a 13,2%;
– Comércio: entre 8,8% e 12,7%;
– Agropecuária: 7,7% e 13,5%.
Segundo a entidade, o impacto imediato da proposta seria um aumento de aproximadamente 10% no valor da hora trabalhada regular para quem tivesse contrato de 40h. Caso as horas não fossem repostas, para a CNI, haveria redução na atividade econômica.
“Esses dados, combinados com as análises que estamos fazendo sobre o tema, mostram que o mais provável é que a produção seja reduzida e o custo unitário do trabalho aumente, trazendo pressão de custos e perda de competitividade das empresas nacionais. Essa dinâmica provoca queda da produção, do emprego e da renda e, consequentemente, do PIB brasileiro”, alerta o presidente da CNI, Ricardo Alban.
A CNI também estima que os setores mais afetados seriam as micro e pequenas empresas. Negócios com até nove empregados, por exemplo, teriam alta de R$ 4,5 bilhões a R$ 6,8 bilhões, representando de 8,7% a 13% de aumento com gasto de pessoal.
Nas empresas com mais de 250 empregados, os impactos variam de R$ 27,5 bilhões a R$ 41,4 bilhões, dependendo dos cenários citados. Em percentual, o aumento seria de 6,6% a 9,8% nesse caso.
*Com Estadão Conteúdo
Quem era Ali Khamenei, líder supremo do Irã morto após ataques dos EUA e de Israel
Khamenei dominou o Irã desde que assumiu o poder em 1989, sucedendo o fundador da república islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini
- Por Jovem Pan*

O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, cuja morte foi anunciada neste sábado (28) pelo presidente americano, Donald Trump, foi um estrategista habilidoso que nunca hesitou em recorrer à repressão e que superou muitas crises à frente do sistema teocrático da república islâmica.
Até a publicação deste texto, o Irã não havia confirmado o falecimento do dirigente de 86 anos, mas Donald Trump publicou em sua rede Truth Social que “Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto”.
Khamenei dominou o Irã desde que assumiu o poder em 1989, sucedendo o fundador da república islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini.
Ao longo de décadas, reprimiu brutalmente uma série de protestos, como a mobilização estudantil de 1999, as manifestações em massa desencadeadas em 2009 por eleições presidenciais controversas e uma onda de contestação em 2019.
Sempre com turbante preto e uma espessa barba branca, Khamenei também sufocou duramente o movimento “Mulher, Vida, Liberdade” de 2022-2023, desencadeado pela morte de Mahsa Amini, detida por supostamente infringir o rígido código de vestimenta imposto às mulheres.
O líder supremo teve que se esconder durante a guerra de 12 dias em junho de 2025 provocada por um ataque sem precedentes de Israel, seu inimigo ferrenho, que evidenciou a profunda penetração dos serviços de inteligência israelenses nas estruturas iranianas.
Mas ele sobreviveu à guerra e, diante da nova onda de protestos que sacudiu o país no início deste ano e cuja repressão resultou em milhares de mortos, segundo várias ONGs, apareceu desafiador como nunca.
‘Descontentamento público’
Em um contexto de ameaça constante de ataques israelenses ou americanos, o líder supremo, conhecido por levar uma vida simples e sem luxos, esteve ultimamente sob alta proteção.
Suas aparições públicas, relativamente pouco frequentes, nunca eram anunciadas com antecedência nem transmitidas ao vivo.
Nunca saiu do país desde que assumiu o poder, assim como o aiatolá Khomeini, que retornou ao Irã vindo da França durante a revolução islâmica de 1979.
Sua última viagem conhecida ao exterior remonta a 1989, quando era presidente, para uma visita oficial à Coreia do Norte.
Durante muito tempo se especulou sobre sua saúde, dada sua idade. Tinha o braço direito paralisado desde que sobreviveu a uma tentativa de assassinato em 1981, que as autoridades sempre atribuíram a um grupo agora ilegalizado de antigos aliados da revolução.
Ativismo
Khamenei, filho de um imã, nasceu em uma família pobre. Seu ativismo político contra o xá Reza Pahlavi, apoiado pelos Estados Unidos, fez com que passasse grande parte das décadas de 1960 e 1970 na prisão.
Sua lealdade ao aiatolá Khomeini foi recompensada em 1980, quando lhe foi confiada a importante tarefa de dirigir as orações de sexta-feira em Teerã.
Eleito presidente um ano depois, após o assassinato de Mohammad Ali Rajai, inicialmente não era considerado o sucessor natural de seu mentor.
No entanto, pouco antes de sua morte, este último destituiu o favorito, o aiatolá Hossein Montazeri, que havia denunciado as execuções em massa de membros do grupo Mujahedin do Povo e outros dissidentes.
Os Mujahedin do Povo foram aliados da Revolução, mas atualmente estão proibidos no país. A essa organização é atribuído o assassinato de Rajai.
Após a morte de Khomeini, Khamenei inicialmente rejeitou, em um episódio que se tornou famoso, sua designação como líder pela Assembleia dos.
Peritos — o mais alto órgão clerical da República Islâmica — antes que os religiosos se levantassem para ratificar sua nomeação.
Desde então, seu controle sobre o poder nunca diminuiu e, pelo contrário, reforçou a ideologia radical do sistema, incluindo o confronto com o “Grande Satã” americano e a recusa em reconhecer a existência de Israel.
Khamenei trabalhou com seis presidentes eleitos, um cargo muito menos poderoso que o de líder supremo.
Embora em alguns casos lhes tenha sido permitido tentar realizar reformas cautelosas e uma aproximação com o Ocidente, no final Khamenei sempre se colocou ao lado dos partidários da linha dura.
Acredita-se que tenha seis filhos, embora apenas um, Mojtaba, tenha relevância pública. Ele foi sancionado pelos Estados Unidos em 2019 e é uma das figuras mais poderosas nos bastidores no Irã.
*AFP
Billie Eilish, Bad Bunny e Olivia Dean defendem imigrantes na noite dos Grammy
msn
A cerimônia do Grammy Awards virou palco de protestos políticos nesta semana, com artistas usando discursos de agradecimento e aparições no tapete vermelho para criticar as ações da agência de imigração dos Estados Unidos, o ICE, e manifestar apoio a imigrantes.
Durante a premiação, Billie Eilish, Bad Bunny e Olivia Dean foram alguns dos nomes que transformaram a vitória em mensagem política. Outros artistas, como Justin Bieber e Kehlani, chamaram atenção ao surgir no tapete vermelho com broches estampando a frase “ICE out”, slogan que também marcou protestos recentes em diversas cidades americanas.
Ao receber o prêmio de Canção do Ano por “Wildflower”, gravada em parceria com o irmão Finneas, Billie Eilish afirmou que “ninguém é ilegal em uma terra roubada” e incentivou o público a continuar protestando. Em um momento mais incisivo, a cantora encerrou o discurso com um xingamento direcionado ao ICE, trecho que teve o áudio cortado pela emissora CBS na transmissão ao vivo. A artista já havia sido alvo de críticas do Departamento de Segurança Interna, comandado por Kristi Noem, após publicações contra a agência nas redes sociais.
Bad Bunny também usou o palco para se posicionar. Ao vencer na categoria Melhor Música Urbana com “Debí Tirar Más Fotos”, declarou: “Antes de agradecer a Deus, quero dizer: fora com o ICE”. A fala foi recebida com aplausos de pé. Em seguida, o cantor ressaltou que imigrantes “não são animais nem alienígenas, são humanos”, defendendo que o enfrentamento ao ódio deve ocorrer “com amor”. Mais tarde, ao conquistar o prêmio de Álbum do Ano, discursou majoritariamente em espanhol e dedicou uma frase em inglês às pessoas que deixam seus países em busca de oportunidades.
Na mesma linha, Olivia Dean, vencedora como Artista Revelação, destacou suas origens familiares ao subir ao palco. “Estou aqui como neta de imigrantes. Sou fruto da coragem deles”, afirmou. “Não somos nada uns sem os outros”, completou.
Além dos vencedores, outros nomes da música, como Hailey Bieber, Joni Mitchell, Finneas e Amy Allen, também se manifestaram publicamente contra o ICE ao longo da noite. A 68ª edição do Grammy foi realizada na Crypto.com Arena, em Los Angeles, e ficou marcada não apenas pelas premiações, mas pelo tom político adotado por parte significativa dos artistas presentes.
A produção premiada é umregistro da turnê dos dois artistas. A conquista coroou o momento artístico marcado por reencontros afetivos com o público e pela reafirmação da força da canção brasileira no cenário internaciona
Espião algorítmico: como a IA está monitorando seus passos sem deixar rastros
Precisamos sair do modo de conveniência cega e entrar em um modo de consciência ativa
- Por Davis Alves
- Por
Jovem Pan

Por muito tempo, a ideia de ser monitorado evocava imagens de câmeras de segurança em postes de luz ou detetives particulares seguindo alguém pelas ruas. Era algo físico, visível e, de certa forma, evitável. No entanto, ao cruzarmos o limiar de 2026, a vigilância passou por uma mutação silenciosa e profunda: ela se tornou algorítmica, invisível e onipresente.
Hoje, não é mais necessário que alguém te siga fisicamente. Seus dados, seus hábitos e até seus pensamentos previstos por algoritmos fazem esse trabalho de forma muito mais eficiente e assustadora. Estamos vivendo na era do “espião algorítmico”, onde a Inteligência Artificial monitora seus passos sem deixar um único rastro perceptível para o usuário comum.
E é crucial entender a gravidade disso: não estamos falando apenas de anúncios de sapatos que aparecem depois de você pesquisar por eles. Estamos falando de sistemas complexos que coletam, cruzam e analisam trilhões de pontos de dados para criar um “gêmeo digital” seu. Esse perfil sabe para onde você vai, com quem fala, como gasta seu dinheiro e, o mais preocupante, como você provavelmente reagirá a determinados estímulos ou informações.
Como funciona?
O monitoramento moderno opera em camadas que a maioria das pessoas sequer suspeita. A primeira camada é a coleta passiva. Cada aplicativo no seu celular, cada dispositivo inteligente na sua casa e cada sensor na sua cidade contribui para um fluxo constante de informações. Em 2026, a capacidade de processamento dessas informações por IAs avançadas permite que o que antes era ruído se torne inteligência pura.
Imagine um sistema que não apenas sabe que você está no shopping, mas, ao analisar a frequência cardíaca medida pelo seu smartwatch e as câmeras de reconhecimento facial do local, consegue identificar seu nível de estresse ou satisfação. Esse nível de monitoramento biométrico e comportamental está sendo usado agora para tudo, desde marketing ultra- personalizado até sistemas de crédito social e vigilância estatal.
Estado de vigilância digital
Em diversas partes do mundo, e de forma crescente em democracias ocidentais, a tecnologia de vigilância por IA está sendo integrada às estruturas de poder. Relatórios de organizações como a ACLU mostram que agências de segurança estão utilizando ferramentas como Palantir e Babel Street para agregar dados de fontes públicas e privadas em bancos de dados massivos.
Esses sistemas não servem apenas para investigar crimes cometidos; eles são usados para o que chamamos de “policiamento preditivo”. Algoritmos analisam padrões históricos e dados atuais para prever onde um crime pode ocorrer ou quem tem maior probabilidade de se tornar um dissidente ou uma ameaça. Isso cria um ambiente de conformidade forçada, onde as pessoas começam a policiar o próprio comportamento por saberem que estão sendo
constantemente avaliadas por um juiz invisível de silício.
Invasão do espaço privado
A vigilância algorítmica não para na porta da sua casa. Dispositivos de IoT (Internet das Coisas) transformaram nossas residências em ambientes de coleta de dados. Seu assistente de voz não está apenas esperando um comando; ele está processando o ambiente sonoro para identificar padrões de consumo ou até mesmo o clima emocional da casa.
No ambiente de trabalho, a situação é igualmente tensa. Em 2026, o monitoramento de funcionários por IA atingiu níveis sem precedentes. Softwares analisam a velocidade de digitação, o tempo de foco em determinadas janelas, o tom de voz em reuniões virtuais e até a frequência de pausas. O objetivo declarado é a produtividade, mas o resultado é uma erosão completa da autonomia e um aumento alarmante no estresse laboral.
Precificação por vigilância
Um dos desdobramentos mais recentes e perversos da vigilância algorítmica é a chamada”precificação por vigilância”. Empresas de varejo, companhias aéreas e seguradoras estão usando IAs para ajustar preços em tempo real, não apenas com base na oferta e demanda, mas com base no que o algoritmo sabe sobre você.
Se o sistema sabe que você está com pressa (pela forma como navega no site), que tem um alto poder aquisitivo (pelo modelo do seu celular) ou que está em uma situação de necessidade (pela sua localização), o preço pode subir instantaneamente apenas para você. É a personalização levada ao extremo da exploração, onde a transparência de mercado desaparece em favor de algoritmos proprietários e opacos.
Como retomar o controle?
A luta pela privacidade em 2026 não é sobre se esconder, mas sobre gerenciar sua pegada digital com estratégia.
Algumas ações fundamentais para proteger seu espaço pessoal:
- Higiene de Dados Rigorosa: Use navegadores que bloqueiam rastreadores por padrão (como Brave ou Firefox com extensões específicas). Limite ao máximo as permissões de localização de aplicativos que não precisam delas para funcionar.
- Ofuscação de Identidade: Utilize serviços de e-mail descartáveis para cadastros triviais e VPNs confiáveis para mascarar seu endereço IP. O objetivo é dificultar o cruzamento de dados entre diferentes plataformas.
- Conscientização sobre IoT: Antes de colocar um novo dispositivo inteligente em casa, pergunte-se: eu realmente preciso que minha cafeteira esteja conectada à internet? Se a resposta for não, não conecte.
Futuro da privacidade
A vigilância algorítmica é uma forma de controle invisível. Quando alguém (ou algo) controla sua comunicação e conhece seus padrões melhor do que você mesmo, essa entidade detém um poder imenso sobre suas escolhas. A privacidade não é um luxo, é um direito fundamental que sustenta a liberdade individual.
O primeiro passo para a liberdade digital é o reconhecimento da ameaça. Precisamos sair do modo de conveniência cega e entrar em um modo de consciência ativa. A tecnologia deve servir ao humano, e não ser o instrumento de sua domesticação algorítmica.
Quer se aprofundar no assunto, tem alguma dúvida, comentário ou quer compartilhar sua
experiência nesse tema? Me escreva no Instagram: @davisalvesphd.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
Schumacher não sabe que é heptacampeão mundial de F1, revela ex-companheiro de equipe em atualização rara
História de Notícias ao Minuto Brasil
Msn

Mais de uma década após o grave acidente de esqui que mudou completamente sua vida, Michael Schumacher segue com o estado de saúde cercado por discrição, mas novas informações ajudam a traçar um quadro mais detalhado de sua condição atual. Segundo Riccardo Patrese, ex-piloto italiano que foi companheiro de equipe do alemão na Benetton em 1993, o heptacampeão mundial de Fórmula 1 já acordou e apresenta avanços físicos, como a capacidade de se sentar, embora não tenha recuperado totalmente a consciência e nem mesmo recorde da sua trajetória histórica no automobilismo.
As informações compartilhadas por Patrese não são recentes. Ele afirma ter tomado conhecimento do quadro há cerca de seis anos, por meio de amigos próximos, já que não tem autorização para visitar Schumacher desde o acidente ocorrido em dezembro de 2013. "Recebi a notícia, por meio de um amigo, de que ele estava melhorando. Mas eu nunca o encontrei desde o acidente", disse Patrese ao site Hochgepokert, em entrevista que ganhou repercussão internacional nesta sexta-feira (30), sendo reproduzida por veículos como Daily Mail e The Mirror. Segundo ele, "Nunca fui até lá, mas disseram que ele consegue ficar sentado, observar e fazer contato com os olhos".
No início desta semana, o Daily Mail já havia informado que Schumacher não estaria mais restrito à cama. De acordo com fontes próximas à família, o ex-piloto utiliza uma cadeira de rodas e conta com o suporte constante de fisioterapeutas, enfermeiros e pessoas próximas. Ainda segundo o jornal britânico, Schumacher alternaria períodos entre suas residências localizadas na Espanha e na Suíça. Patrese confirmou esse cenário, mas fez questão de ressaltar que essa condição não representa uma mudança recente no quadro clínico.
"Depois das primeiras melhoras, meu conhecimento sobre a saúde dele é de que ele está na situação que descreveram nesta semana. Ele está em seu próprio mundo, mas reconhece as pessoas ao redor dele, rostos familiares. Tenho certeza de que ele não sabe que é um heptacampeão mundial", afirmou o ex-piloto. Ele também demonstrou cauteloso otimismo ao comentar a evolução do amigo: "Ele segue conosco e só podemos esperar que melhore. Estamos realmente esperançosos, a cada dia ele faz um pouquinho mais. Fico muito feliz em saber que o Michael está melhorando, mas, pelo que sei dessa situação, nada mudou nos últimos anos".
Patrese relembrou ainda o período imediatamente posterior ao acidente, quando tentou se aproximar da família. Pouco depois do ocorrido, ele chegou a se oferecer para visitar Schumacher, mas a iniciativa foi recusada por Corinna Schumacher, esposa do ex-piloto, que optou por manter a recuperação em ambiente restrito e reservado.
"Nós éramos muito bons amigos. Aí chegou o Natal. Eu soube do acidente. Ninguém sabia o quão grave era. Então mandei uma mensagem para o telefone dele: 'Está tudo bem, Michael?'. Infelizmente, não houve resposta. Naquele momento eu soube que o problema era grande e, a partir dali, tudo mudou, e esse foi o último contato que tive com ele. Me ofereci para ajudar, para ver se faria diferença se eu fosse visitá-lo. Mas eles preferiram ficar sozinhos", contou Patrese.
Desde então, a família mantém absoluto controle sobre as informações relacionadas à saúde de Schumacher, reforçando uma postura de privacidade que permanece até hoje.
Vírus letal que inspirou filme ‘Contágio’ tem novo surto na Índia
Infecção ataca o cérebro e pode acabar levando a pessoa infectada ao coma
- Por Fernando Keller
- Por Jovem Pan

Cinco casos do vírus Nipah (NiV) foram confirmados na Índia, segundo comunicado do governo tailandês, deixando o país em alerta e forçando o governo a entrar em estado de quarentena. A infecção ataca o cérebro e pode levar a pessoa ao coma.
Dois casos foram registrados em enfermeiros do Hospital in Barasat em Bengala Ocidental, segundo o jornal britânico ‘The Telegraph’. Um dos enfermeiros ficou em coma, e ambos os profissionais teriam se infectado por um outro paciente com sintomas respiratórios agudos, que morreu antes dos testes da doença serem realizados. 180 pessoas foram testadas e 20 pessoas foram colocadas em quarentena.
O comunicado pede que as pessoas lavem “bem as frutas antes do consumo e lavando as mãos com sabão após manusear animais, carne ou carcaças, especialmente morcegos, porcos, cavalos, gatos, cabras e ovelhas.”
A porta-voz adjunta do Gabinete do Primeiro-Ministro da Tailândia avisou que não foram registrados casos no país. O teste e para diagnosticar a doença é o RT-PCR, o mesmo da Covid-19.
O vírus foi inspiração para o filme “Contágio“, em que médicos investigam a origem de uma doença letal. O surto, usado como base do filme, aconteceu em 1999, na vila Sungai Nipah. 105 pessoas morreram, com 160 infectados. Também acabou com a economia local de porcos. Profissionais infectad.
Histórico
O vírus Nipah é uma infecção zoonótica transmitida de animais que pode ser transmitida de pessoa para pessoa ou alimentos contaminados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os sintomas inicias incluem febre, dor de cabeça, mialgia (dores musculares), vômitos e garganta inflamada. O quadro pode evoluir para tontura, sonolência, confusão mental.
Em casos mais graves, a pessoa pode desenvolver doença respiratória aguda até convulsões e encefalite (inflamação no cérebro), que podem levar ao coma de 24 a 48 horas.
Pode ser transmitida por animais e frutas, se infectadas previamente por urina e saliva de morcegos, como já ocorreu em Bangladesh e Índia. O período de incubação do vírus é de quatro a 14 dias. A maioria das pessoas se recupera, mas alguns ficam com sequelas devido à encefalite.
A quantidade de mortos pela infecção do Nipah é de 40 a 75% segundo a OMS, mas pode variar dependendo de como os casos são tratados.
A infecção não tem drogas especificas desenvolvidas para o tratamento.
Outros surtos
Os primeiros casos do vírus aconteceram em 1999, na Malásia e Singapura. Surgindo em fazendas de porcos na vila de Sungai Nipah. A Índia teve outros pequenos surtos da doença, além de Bangladesh, sem grandes repercussões.
Relógio do Juízo Final atinge pior marca em 80 anos
Boletim de Cientistas Atômicos aponta como grandes vilões os conflitos internacionais, o aquecimento global e a inteligência artificial
- Por Jovem Pan

O relógio do Juízo Final está em seu pior nível desde sua criação, 85 segundos para a meia-noite, conforme o Boletim de Cientistas Atômicos, publicado nesta terça-feira (27). Fundado em 1945, o grupo, que teve a participação de Albert Einstein, J. Robert Oppenheimer e cientistas da Universidade de Chicago que ajudaram a desenvolver a bomba atômica, lançou o relógio dois anos depois.
O objeto funciona como uma representação do fim da humanidade, ao atingir a meia-noite. A ideia era remeter a ideia do holocausto nuclear, ou seja, a destruição total da terra por bombas nucleares, que circulava o imaginário popular da época.
Segundo o comunicado publicado pela associação, a escala de conflitos internacionais, como Paquistão-Índia, Rússia-Ucrânia, e Israel e Estados Unidos atacando o Irã contribuíram para o resultado, colocando o planeta em risco nuclear.
O boletim também aponta o aumento do nível de CO2 na atmosfera como acelerador do fim da humanidade. O nível de dióxido de carbono atingiu 150% do percentual pré-industrial, um novo recorde.
A temperatura do planeta também aumentou, após 2024 ser o ano mais quente registrado em 175 anos, com temperaturas similares em 2025. Pela terceira vez nos últimos quatro anos, mais de 60 mil pessoas morreram pelo calor na Europa.
Trump e ONU
A publicação segue criticando as três últimas reuniões da Organização das Nações Unidas (ONU), argumentando que o por não enfatizar o fim dos combustíveis fósseis ou monitoramento de emissões de carbono.
O governo de Donald Trump também é criticado por “declarar guerra a energia renovável e políticas climáticas sensíveis”. O texto também acusa o presidente americano de sabotar tentativas do país de combater as mudanças climáticas.
Inteligência artificial
O texto finaliza apontando que a inteligência artificial tem potencial para ser usada como ajudante para criar patogêneos que o corpo humano não teria como defender. O enfraquecimento das normas de produção de armas biológicas fomenta esse cenário, de acordo com o grupo.
A publicação reforça a crítica aos Estados Unidos ao citar que Trump revogou uma ordem executiva de segurança de IA, e fala que tanto o país como Rússia e China adotaram a IA em seus sistemas de defesa, apesar do risco dessas decisões.
O grupo analisa que o avanço tecnológico da IA pode acelerar o caos existente e a disfunção do ecossistema mundo, fomentando campanhas de desinformação e discursos como o ultranacionalismo ao redor do mundo.
Sugestões
No fim do texto, o grupo sugere que Estados Unidos e Rússia retomem as discussões sobre reduzir seus arsenais nucleares, além de discutir também com a China limitações para o uso da IA.
Ex-primeira-dama da Coreia do Sul é condenada por corrupção
Kim Keon-hee recebe pena de 1 ano e 8 meses de prisão por aceitar subornos da Igreja da Unificação e de um xamã em troca de favores para a organização
- Por Jovem Pan

O tribunal da Coreia do Sul condenou nesta quarta-feira (28) a ex-primeira-dama do país asiático, Kim Keon-hee, a um ano e oito meses de prisão por corrupção, após declará-la culpada de aceitar subornos da controversa Igreja da Unificação.
Kim foi sentenciada por aceitar, em 2022, presentes de luxo de um xamã e de membros da Igreja da Unificação em troca de favores para a organização, segundo determinou o Tribunal do Distrito Central de Seul em uma audiência transmitida ao vivo pela televisão. A sentença também contempla o pagamento de uma multa de cerca de US$ 9 mil.
A condenação contra Kim, a primeira contra uma ex-primeira-dama na história da Coreia do Sul, é consideravelmente menor que os 15 anos de prisão pedidos pelo Ministério Público, que também havia solicitado uma multa de mais de US$ 1 milhão.
Finalmente, o tribunal considerou Kim culpada apenas por aceitar alguns dos bens indicados pelos promotores. A ex-primeira-dama foi absolvida da acusação de financiamento político irregular, assim como da suposta manipulação de ações da Deutsch Motors, distribuidora local da BMW, entre 2010 e 2012.
Kim, em prisão preventiva desde agosto, enfrenta outros dois processos judiciais: um por seu suposto envolvimento no recrutamento em massa de membros da Igreja da Unificação para se filiarem ao então governista Partido do Poder Popular (PPP), e outro por supostamente aceitar presentes de luxo em troca de favores trabalhistas no governo.
A líder da organização, pejorativamente conhecida como “seita Moon”, Han Hak-ja, e o ex-chefe da sede global da igreja, Yun Yeong-ho, também enfrentam processos judiciais em meio a um crescente escrutínio no país asiático contra esta instituição, conhecida por seus casamentos coletivos, bem como por sua influência política e econômica internacional.
A decisão ocorre dias depois de o marido de Kim, o ex-presidente Yoon Suk-yeol, ter sido sentenciado a cinco anos de prisão em um dos oito processos judiciais que enfrenta, metade deles relacionados à sua fracassada imposição da lei marcial em dezembro de 2024, que resultou em sua destituição.
*Com EFE
Brasileiro pega prisão perpétua por assassinar ex na Irlanda, diz jornal
Miller Pacheco foi condenado nesta sexta-feira (23) pela morte de Bruna Fonseca, ocorrida em Cork, no dia de Ano Novo de 2023
- Por Jovem Pan

O brasileiro Miller Pacheco, de 32 anos, foi condenado à prisão perpétua nesta sexta-feira (23) pelo assassinato de sua ex-namorada, Bruna Fonseca, de 28 anos. A sentença foi proferida no Tribunal Criminal Central, em Cork, na Irlanda. As informações são dos jornais locais The Irish Times e The Journal.
O assassino, natural de Formig, em Minas Gerais, estrangulou a vítima no apartamento dele nas primeiras horas de 1º de janeiro de 2023. O crime ocorreu pouco tempo após os dois terem se mudado para a Irlanda.
Júri rejeitou unanimemente a defesa de Pacheco, que alegava não ter tido a intenção de matar e que teria aplicado um golpe de “mata-leão” para se defender durante uma discussão. A acusação comprovou que a vítima sofreu asfixia por estrangulamento manual e apresentava mais de 65 lesões pelo corpo.
A juíza Siobhan Lankford destacou que o crime foi motivado pela recusa do réu em aceitar o fim do relacionamento. Bruna e Miller namoraram por cinco anos no Brasil, mas haviam terminado pouco antes do crime, já na Irlanda.
Depoimentos
Durante a audiência, familiares de Bruna prestaram depoimentos. Izabel Fonseca, irmã da vítima, descreveu o impacto da perda e afirmou que Bruna vivia um relacionamento marcado por “manipulação constante”. A família, que vestia camisetas com a foto da jovem, celebrou a decisão do tribunal.
Os advogados de Miller Pacheco informaram que ele não pretende recorrer da sentença e que expressou remorso à família da vítima. Bruna, que era bibliotecária e havia se mudado para a Europa em busca de novas oportunidades, foi sepultada em sua cidade natal, em Minas Gerais.
A Jovem Pan não conseguiu localizar a defesa do brasileiro. O espaço está aberto para manifestação.
