Trump demite secretário da Marinha que era contra a nova série de navios de guerra

Phelan também acumulava tensões com o secretário de Defesa, Pete Hegseth

  • Por Jovem Pan*

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira, 23, que demitiu o secretário da Marinha, John Phelan, devido a conflitos com integrantes do Pentágono sobre a construção e a compra de navios.

A demissão de Phelan havia sido anunciada pelo Pentágono na noite de quarta-feira, 22. “Phelan está deixando a administração, com efeito imediato”, escreveu o porta-voz da pasta, Sean Parnell, em comunicado divulgado nas redes sociais. Ele foi substituído interinamente pelo subsecretário da Marinha, Hung Cao.


“Ele é muito enérgico e teve alguns conflitos com outras pessoas, principalmente sobre a construção e a compra de novos navios”, disse Trump em conversa com jornalistas no Salão Oval. “Eu sou muito agressivo na construção de novos navios e, de alguma forma, ele simplesmente não se dava bem com eles.”

“É preciso se dar bem, especialmente nas Forças Armadas. Você precisa se dar bem, sabe, e algumas pessoas gostavam dele, outras não – e isso geralmente é a verdade sobre tudo”, acrescentou.


Um funcionário do Congresso disse ao jornal The New York Times, sob condição de anonimato, que o vice-secretário de Defesa, Steve Feinberg, estava insatisfeito com a forma como Phelan lidava com a grande iniciativa de construção naval da Marinha e havia retirado dele algumas responsabilidades relacionadas ao projeto.

Segundo o jornal, Phelan também acumulava tensões com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, devido a discordâncias sobre estilo de gestão, questões de pessoal e outros assuntos. A relação com o subsecretário da Marinha também enfrentava problemas, especialmente porque Cao estava mais alinhado a Hegseth.


Frota Dourada ‘reformulada’


No fim do ano passado, Trump anunciou, ao lado de Phelan, a construção de uma nova “Frota Dourada” de navios de guerra avançados, que estão sendo projetados e devem começar a ser construídos a partir de 2030.

Segundo a agência de notícias Reuters, a proposta orçamentária de Defesa do governo Trump para 2027 inclui mais de US$ 65 bilhões para a aquisição de 18 navios de guerra e 16 navios de apoio também como parte da “Frota Dourada”.



“Eles serão os mais rápidos, os maiores e, de longe, 100 vezes mais poderosos do que qualquer navio de guerra já construído”, disse Trump, na ocasião.

Conforme matéria da BBC em dezembro do ano passado, o anúncio faz parte de uma expansão planejada pela presidência dos EUA para a Marinha, abrangendo tanto embarcações tripuladas quanto não tripuladas, incluindo navios de guerra mais armados com mísseis e embarcações menores.

Uma vez concluídas, Trump afirmou que as embarcações armadas seriam equipadas para transportar armas hipersônicas e “extremamente letais”, e seriam os navios-almirante da Marinha dos EUA.


Mudanças na Defesa


A demissão de Phelan, que ocorre em meio à guerra no Oriente Médio e ao bloqueio naval ao Irã, é mais uma das mudanças promovidas pelo governo Trump entre as lideranças do Departamento de Defesa desde janeiro do ano passado.

Na primeira semana de seu segundo mandato, Trump demitiu a comandante da Guarda Costeira dos EUA, almirante Linda Fagan. No mês seguinte, o chefe do Estado-Maior Conjunto, Charles Q. Brown, foi demitido em uma reformulação das Forças Armadas, na qual outros seis oficiais do Pentágono também foram exonerados.


Em abril do ano passado, foi a vez do general Timothy Haugh ser demitido da direção da Agência de Segurança Nacional (NSA), em meio a uma onda de demissões na área da segurança nacional.

Quatro meses depois, Hegseth promoveu outras três demissões no Pentágono, que incluíram o tenente-general Jeffrey Kruse, que chefiava a agência de inteligência da pasta.


Já no início deste mês, Hegseth demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George. Ele não apresentou justificativas para a decisão, mas, segundo dois oficiais americanos ouvidos pela Reuters, ela foi motivada por tensões entre o chefe do Pentágono e o secretário do Exército, Daniel Driscoll.

Na mesma semana, o líder do Comando de Transformação e Treinamento do Exército, general David Hodne, e o chefe do Corpo de Capelães do Exército, major-general William Green, também foram exonerados.


*com agências internacionais

Aneel anuncia bandeira amarela para maio e conta de luz ficará mais cara

Com a medida, haverá custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos

  • Por Júlia Mano
  • Por Jovem Pan

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (24) que a bandeira tarifária em maio será amarela. Dessa forma, haverá custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Segundo informou a agência, a medida se dá em razão da redução de chuvas. Durante o período seco, a geração de energia por meio de hidrelétricas é menor, o que resulta no acionamento de usinas termelétricas.

De janeiro a abril, a bandeira tarifária permaneceu verde. Logo, no primeiro trimestre do ano, não houve custo extra aos consumidores.

Criado em 2015, o mecanismo de bandeiras tarifárias indica ao consumidor o custo real de energia no Brasil. O sistema considera a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis e o acionamento de fontes de geração, como termelétricas. Quando a produção de energia fica mais cara, há a cobrança extra.

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 6

O valor mínimo do benefício corresponde a R$ 600, mas, com o novo adicional, o valor médio sobe para R$ 678,22.

  • Por Agenciabrasil
  • Por Jovem Pan

A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (24) a parcela de abril do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 6.

O valor mínimo do benefício corresponde a R$ 600, mas, com o novo adicional, o valor médio sobe para R$ 678,22.



Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês, o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,9 milhões de famílias, com investimento de R$ 12,8 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.


No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.


Pagamento unificado


Beneficiários de 173 cidades de 11 estados receberam o pagamento no último dia 16, independentemente do NIS. A medida apoiou os moradores de 121 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca, e cinco municípios mineiros atingidos por enchentes.

Também foram incluídos moradores de cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Bahia (17), Pará (1), Paraná (1), Piauí (3), Rio de Janeiro (8), Roraima (6), São Paulo (2) e Sergipe (6).


Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).


Regra de proteção


Cerca de 2,34 milhões de famílias estão na regra de proteção em abril. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706.

Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Belga é preso tentando fugir pelo Galeão após torturar turista canadense no RJ

Segundo a Polícia Civil, o suspeito quase amputou um dos dedos da vítima enquanto a mantinha em cárcere privado

  • Por Júlia Lara
  • Por Jovem Pan*

A Polícia Civil prendeu na madrugada desta sexta-feira (24), no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), um homem de nacionalidade belga no momento em que tentava fugir do Brasil. Ele era suspeito de extorquir e torturar um turista canadense em um apartamento no centro do Rio de Janeiro. O caso é investigado pela Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat).


De acordo com as investigações, o criminoso manteve a vítima em cárcere por dois dias. “Durante esse período, ele exigiu o pagamento de 5 mil dólares canadenses – mais de R$ 18 mil – e submeteu a vítima a extrema violência”, relatou a Polícia Civil.

Segundo a polícia, o canadense também sofreu ameaças constantes e foi submetido a uma faca para torturá-lo, chegando a quase amputar um de seus dedos. A vítima conseguiu escapar e buscar atendimento médico.

Mesmo após a hospitalização da vítima, o criminoso continuou a ameaçar e a exigir mais dinheiro por meio de mensagens, tentando continuar com as extorsões.


Segundo as investigações, a vítima vinha sendo coagida desde o Canadá, onde já havia pago 35 mil dólares canadenses ao criminoso – equivalente a mais de R$ 128 mil. Também foi constatado que o autor é reincidente e tem histórico criminal na Bélgica.

Com o monitaramento do Deat, em conjunto com a Polícia Federal, o criminoso foi localizado e preso no Galeão, enquanto tentava embarcar para a Colômbia. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de extorsão e tortura.

A identidade do suspeito e da vítima não foram divulgadas.

Telões gigantes e investimento milionário: ‘Times Square de SP’ deve sair do papel até setembro

Com promessa de revitalização, iniciativa instalará 2 mil metros quadrados de telas na esquina das avenidas Ipiranga e São João, no centro da cidade

  • Por Jovem Pan*
  • Por Jovem Pan 

O projeto Boulevard São João, apelidado de Times Square de São Paulo, deve sair do papel entre agosto e setembro. O termo de cooperação de três anos entre a Prefeitura e a Fábrica de Bares – que gere o Bar Brahma e outros empreendimentos, proponente da iniciativa – foi publicado no Diário Oficial nesta quinta-feira (23).

O evento com detalhes do projeto uniu o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que havia demonstrado entusiasmo pelo projeto municipal em um vídeo publicado nesta semana em suas redes sociais. O tom foi de uma ação em parceria entre os dois governos.


Dessa forma, quatro painéis de LED, com dimensões que vão de 300 a 1.000 m², serão instalados na região. Neles, serão veiculados 70% de conteúdo cultural e de utilidade pública e 30% de conteúdo de patrocinadores.

Fábrica de Bares deve investir pelo menos R$2 milhões ao ano em melhorias ao longo do triênio, incluindo o restauro de monumentos como a fachada da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no Largo do Paiçandu, e a instalação de mobiliário urbano. A expectativa dos empresários e do poder público é que as intervenções aumentem a atratividade e circulação de pessoas, contribuindo para a “recuperação” do centro histórico.


Tarcísio prometeu reforçar o policiamento na região, com aumento de pontos de estacionamento de viaturas em patrulhamento com motocicletas, resultando em 300 homens a mais por dia, e exaltou a parceria com Nunes para “devolver o centro às pessoas”.

“O somatório de vários pequenos projetos é o que vai dar certo, vai trazer as pessoas de volta (ao centro). Isso já está acontecendo”, disse Freitas, citando ações como o combate à Cracolândia, a remoção da favela do Moinho e a instalação da nova sede estadual.

Além da instalação dos painéis, o Boulevard São João prevê uma programação com atividades culturais no trecho da São João que vai do Largo do Paiçandu até o cruzamento com a Rua dos Timbiras.


O cruzamento ficará fechado para os carros das 18h de sábado às 23h do domingo e quatro pequenos palcos para apresentações artísticas serão montados ao longo desse eixo. Outras atividades como feiras e um “grande evento público” mensal estão previstas.

As atrações culturais serão bancadas pela empresa, usando parte da arrecadação levantada pelos patrocínios, e selecionadas em parceria com o poder público, que também pode ficar a cargo de “apoio estrutural”, como na montagem de palcos e fornecimento de equipamentos, segundo Álvaro Aoas, empresário da Fábrica de Bares.


Reações


Urbanistas consultados pelo Estadão veem os benefícios gerados pelo empreendimento com cautela, especialmente diante do legado positivo da Lei Cidade Limpa.

Exemplos internacionais mostram que a eventual inserção de painéis não promove requalificação urbana por si só, assim como a importância de que sejam bem regulados e fiscalizados. Indagado a respeito, o prefeito afirmou ainda que “não existe nenhuma hipótese de acabar com a Cidade Limpa” e negou haver perspectiva de projetos semelhantes em outras áreas da cidade.


Extensão de horário


O prefeito disse que ainda vai tentar “acabar” com a limitação de horário para o funcionamento dos painéis. Atualmente, há previsão de que as estruturas sejam desligadas das 23h às 5h, seguindo determinação da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), responsável pela aplicação da Lei Cidade Limpa.

“O projeto foi aprovado pela CPPU em março e respeito muito o que foi decidido lá, obviamente, mas acho que está errado esse negócio de 23h. Não tem o menor sentido desligar às 23h. É uma coisa que vou demandar lá, eles podem aprovar ou não aprovar”, disse o prefeito.

A presidente da CPPU, Regina Monteiro, pediu “muita calma” ao ser interpelada pelo prefeito. O excesso de luminosidade dos painéis, principalmente durante a noite, gera preocupação com a segurança no trânsito (pela possibilidade de ofuscar a visão dos motoristas) e com o distúrbio para moradores. O horário de funcionamento delimitado visa a minimizar esses impactos.



“A restrição no período noturno entrou como um dos condicionantes do projeto, justamente devido a uma série de discussões que tem acontecido na CPPU em relação aos painéis de LED. Isso sempre é matéria de bastante discussão dentro do conselho quando há a apreciação de algum projeto com luminantes, porque a gente tenta mitigar esses impactos principalmente no período noturno”, afirmou ao Estadão a arquiteta e urbanista Mariana Cavalcanti, representante do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) na CPPU.

“É de praxe que todos esses projetos tenham limitações de horário, de candelas, de quantidade de iluminação que esses painéis vão emitir a depender do horário do dia. Isso foi estabelecido a partir de estudos (técnicos) apresentados.”


*Estadão Conteúdo

Estética sutil que busca resultados naturais: conheça o conceito de Quiet Beauty

Pautado em critérios científicos e na manutenção da saúde cutânea, nova metodologia prioriza o tempo biológico e o planejamento clínico

  • Por EdiCase
  • Por Jovem Pan*

O mercado de estética começa a observar uma transição no perfil de consumo: a busca por resultados imediatos tem dado lugar ao Quiet Beauty. A metodologia propõe uma “beleza silenciosa”, pautada na ciência e no respeito ao tempo biológico. O objetivo é substituir intervenções invasivas e padronizadas por um cronograma de cuidados contínuos.

O mercado de estética começa a observar uma transição no perfil de consumo: a busca por resultados imediatos tem dado lugar ao Quiet Beauty. A metodologia propõe uma “beleza silenciosa”, pautada na ciência e no respeito ao tempo biológico. O objetivo é substituir intervenções invasivas e padronizadas por um cronograma de cuidados contínuos.


“Cada tecido do rosto e do corpo responde de forma diferente aos estímulos estéticos, e essa resposta é influenciada por fatores como metabolismo, prática esportiva, emagrecimento, rotina hormonal e idade biológica”, explica a dermatologista Dra. Ana Júlia Perdigão. O planejamento considera o estágio natural da pele e a capacidade real de regeneração do organismo.


Quiety Beauty: estética para identidade pessoal


Em oposição aos resultados estéticos estigmatizados pelo excesso, como o contorno mandibular acentuado e o olhar “repuxado”, o Quiet Beauty ganha espaço ao oferecer uma abordagem menos invasiva visualmente. A tendência reflete um cansaço em relação aos padrões de beleza massificados, tema de debate recorrente nas redes sociais.

Atualmente, a busca por procedimentos migra valorização da identidade pessoal e biológica. A prioridade de homens e mulheres deixa de ser a replicação de traços conhecidos e passa a ser a busca por resultados que priorizam a harmonia e a discrição.

Assim, “nasce como uma resposta direta a um mercado estético que, por muito tempo, foi guiado por excessos, padronizações e intervenções pouco estratégicas, por muitas vezes orientadas apenas por resultados imediatos, sem considerar as consequências a médio e longo prazo”, explica a profissional.


Buscar por naturalidade entre as famosas



Famosas, como a influenciadora e empreendedora Jade Picon, já aderiram ao Quiety Beauty, da mesma forma que o nome propõe, silenciosamente. Há cerca de 5 anos, realiza procedimentos que mantêm a naturalidade de seu rosto. 

Segundo a Dra. Ana Júlia Perdigão, no caso de Jade Picon, a clínica desenvolveu um plano personalizado que evolui ao longo dos anos, se adaptando às mudanças naturais ao decorrer da vida adulta. “A questão está em saber quando, como e para quem indicar cada protocolo. Um bom resultado respeita o tempo biológico, a anatomia e a personalidade do paciente”, explica.


Diferentemente de outros procedimentos que focam em intervenções pontuais, o Quiet Beauty® busca um acompanhamento contínuo. Isso possibilita, inclusive, que o cuidado siga sendo personalizado para cada época da vida. “Na medida em que o corpo e o rosto evoluem, seja por emagrecimento, maturidade, rotina esportiva ou diferentes fases da vida, o planejamento estético também se adapta”, explica a dermatologista.

Por se adaptar às diferentes idades, as pacientes costumam seguir o tratamento, como Jade Picon. A Dra. Ana Júlia Perdigão explica que o conceito se relaciona com uma nova forma de valorização da saúde e bem-estar: “Com a adoção crescente de hábitos ligados à saúde, prática esportiva, emagrecimento consciente e busca por performance, o corpo e o rosto passaram a apresentar novas demandas estéticas”.


Por Débora Oliveira

Operação em 11 estados combate venda ilegal de medicamentos para emagrecimento

De acordo com a PF, objetivo é reprimir a entrada irregular, a produção clandestina, a falsificação e o comércio ilegal de remédios e insumos farmacêuticos

  • Por Jovem Pan 

Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deflagraram nesta terça-feira (7) a Operação Heavy Pen. O objetivo é reprimir a entrada irregular, a produção clandestina, a falsificação e o comércio ilegal de medicamentos e insumos farmacêuticos destinados ao emagrecimento.

Em nota, a corporação informou que foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além de 24 ações de fiscalização nos seguintes estados: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.


“A ação tem como foco o enfrentamento de grupos envolvidos na cadeia ilícita desses produtos, desde a importação fraudulenta até a distribuição e a comercialização irregular de substâncias de uso injetável”, destacou a PF no comunicado.

Ainda segundo a corporação, as ações se concentram em produtos à base de princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizados em tratamentos para obesidade, além de substâncias correlatas, como a retatrutida, ainda sem autorização para comercialização no Brasil.

Também estão sendo fiscalizados estabelecimentos como laboratórios de manipulaçãoclínicas estéticas e empresas “que atuam à margem da regulação sanitária, com produção, com fracionamento ou com comercialização de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida”.

As condutas investigadas, de acordo com a PF, podem caracterizar crimes relacionados à falsificação e à comercialização irregular de medicamentos, além de contrabando.



Números


Dados da corporação mostram que as apreensões de medicamentos emagrecedores apresentaram aumento ao longo dos últimos anos, passando de 609 unidades em 2024 para 60.787 em 2025 e já alcançando 54.577 unidades até março de 2026.


Fiscalização


A Anvisa anunciou esta semana novas medidas para prevenir riscos e reforçar o controle sanitário de medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP‑1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

O plano inclui ações para combater irregularidades na importação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e na manipulação dos ativos de semaglutidatirzepatida e liraglutida por farmácias de manipulação.

Segundo a agência, a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação das canetas tem sido incompatível com o mercado nacional. Somente no segundo semestre de 2025, foram importados 130 quilos de insumos, suficientes para a preparação de 25 milhões de doses.

*Com informações da Agência Brasil

Como funciona a tecnologia militar e o sistema de guiagem dos mísseis Tomahawk

Armamento de cruzeiro utiliza navegação furtiva a baixa altitude e comunicação por satélite para atingir alvos estratégicos com exatidão a milhares de quilômetros de distância.

  • Por Jovem Pan

O míssil de cruzeiro Tomahawk é uma arma de ataque de longo alcance projetada para neutralizar alvos terrestres e marítimos de alto valor estratégico sem colocar tripulações e plataformas de lançamento sob risco iminente no front de batalha. Desenvolvido originalmente na década de 1970 pela indústria bélica dos Estados Unidos e modernizado rigorosamente ao longo de décadas de serviço, o artefato é lançado a partir de navios, submarinos e, em testes recentes, de baterias de solo. O armamento viaja em velocidades subsônicas, realizando um voo quase rasante sobre o terreno geográfico ou o nível do mar para evitar a detecção precoce pelos radares inimigos.


As especificações e a capacidade do armamento desenvolvido pela Raytheon

 

A corporação responsável pela fabricação contemporânea deste sistema de armas é a Raytheon, que atualmente integra a gigante de defesa RTX. Em termos estruturais, a fuselagem mede pouco mais de 6 metros de comprimento e pesa cerca de 1.510 kg quando equipada com o seu motor de foguete inicial, abrigando uma ogiva convencional de aproximadamente 450 kg de explosivos de alta potência.

 

Para analistas do setor de inteligência que precisam compreender qual o alcance e a capacidade de precisão dos mísseis Tomahawk fabricados pela Raytheon, a resposta técnica concentra-se nas métricas da sua versão mais moderna, conhecida como Bloco V (Block V). As variantes de longo alcance deste artefato podem percorrer distâncias que variam entre 1.600 e 2.500 quilômetros antes da detonação. Sua margem de erro nominal, classificada militarmente como Erro Circular Provável (CEP), é de apenas alguns metros. Esse nível de exatidão atesta que o míssil pode cruzar as fronteiras e o espaço aéreo de países inteiros para destruir uma única instalação, como um bunker, um centro de comando fortificado ou uma pista de pouso, mantendo os danos à infraestrutura civil ao redor em níveis mínimos.


As etapas de voo e a tecnologia de navegação até o alvo

 

A vantagem tática deste equipamento militar baseia-se na sua capacidade de operar de forma autônoma e dinâmica após o disparo. O sistema descarta a dependência de um único fluxo de dados, cruzando diferentes métodos de orientação durante a trajetória.

 

1. Disparo e aceleração inicial


O equipamento é ejetado de tubos de lançamento verticais ou das comportas de torpedos de submarinos impulsionado por um motor de foguete de combustível sólido de queima rápida (booster). Este motor funciona por poucos segundos, fornecendo o empuxo primário necessário para retirar o armamento da água e colocá-lo no ar, sendo descartado logo em seguida.

 

2. Voo em cruzeiro a baixa altitude


Após o descarte do booster primário, pequenas asas retráteis se desdobram na estrutura aerodinâmica e um motor turbofan entra em operação contínua, uma mecânica de propulsão comparável à de aeronaves comerciais. A partir deste momento, o míssil adota um perfil de voo rasante, deslocando-se em média a 30 metros de altura a uma velocidade de 880 km/h (cerca de Mach 0,74).


3. Guiagem multiplataforma e rastreamento em tempo real


Durante o trânsito até o espaço aéreo hostil, o computador de bordo emprega navegação inercial calibrada por sinais de GPS militar. Caso haja interferência eletrônica na rede de satélites, entra em cena o sistema TERCOM (Terrain Contour Matching), um mecanismo de radar que escaneia o relevo abaixo do míssil e o compara com mapas topográficos tridimensionais salvos em sua memória.

 

Na reta final do ataque, os sensores ópticos do DSMAC (Digital Scene Matching Area Correlation) processam o cenário em tempo real e garantem o enquadramento final no alvo. Uma das principais atualizações no Bloco V é a comunicação via satélite bidirecional, permitindo que a cadeia de comando cancele o ataque ou redirecione o míssil para um alvo alternativo com o equipamento já em voo.


O uso em conflitos e as plataformas de ataque naval

 

O emprego dessa tecnologia costuma ocorrer nas primeiras horas ou dias de uma campanha militar ativa. Historicamente utilizado em operações no Iraque, Líbia e Síria, o objetivo primário das forças armadas ao utilizar esta plataforma é neutralizar polos de comunicação, hangares blindados e redes de defesa antiaérea, abrindo caminho para o envio posterior de caças tripulados.

 

A Marinha dos Estados Unidos mantém o sistema como o eixo central da sua capacidade de projeção de poder, operando a plataforma a partir de cruzadores, destróieres de mísseis guiados (como a classe Arleigh Burke) e frota de submarinos táticos. Além da função de bater alvos fixos terrestres, recentes contratações industriais originaram a variante Bloco Va, conhecida como Maritime Strike Tomahawk (MST). O pacote insere novos radares de busca multímodo para permitir que o míssil encontre, persiga e afunde navios de guerra inimigos que estejam em movimento no oceano. Já a variante Bloco Vb é otimizada com a ogiva JMEWS (Joint Multiple Effects Warhead System), construída especificamente para perfurar múltiplas camadas de solo e alvenaria antes de explodir.


Perguntas frequentes sobre o funcionamento do sistema

 

Qual é a velocidade máxima de voo de um míssil Tomahawk?

O projétil é classificado como subsônico e mantém uma velocidade de cruzeiro de aproximadamente 880 km/h, o equivalente a Mach 0,74. A filosofia de engenharia da arma privilegia a capacidade furtiva e a navegação sobre o terreno acidentado em vez da alta velocidade balística pura.

 

Quanto custa a produção de cada unidade armada?

Os valores acompanham as flutuações e os pacotes tecnológicos encomendados pelo Departamento de Defesa. As unidades mais recentes entregues, correspondentes à moderna série Bloco V, exigem um custo médio estimado em cerca de 2,4 milhões de dólares por míssil finalizado. Modelos mais antigos adaptados costumam figurar nos relatórios orçamentários próximos da faixa de 1,3 milhão a 2 milhões de dólares.


O míssil pode transportar ogivas atômicas ou radiação tática?

Todo o inventário ativo nos dias de hoje possui função exclusivamente convencional, fragmentária ou de penetração. O programa de defesa norte-americano já manteve uma vertente nuclear do míssil (TLAM-N) estruturada durante os impasses da Guerra Fria, mas esse formato foi desativado das embarcações navais e permanentemente aposentado das bases logísticas.

 

A demanda perene por ataques preventivos a longas distâncias consolida este projeto da Raytheon como uma engrenagem primária do planejamento militar moderno. O salto tecnológico das versões analógicas para os armamentos conectados em rede atesta a necessidade militar de atacar infraestruturas com danos calculados, adaptando uma estrutura aeronáutica concebida há décadas aos rigorosos e complexos sistemas de defesa balística do século atual.

Relógio do Juízo Final atinge pior marca em 80 anos

Boletim de Cientistas Atômicos aponta como grandes vilões os conflitos internacionais, o aquecimento global e a inteligência artificial

  • Por Jovem Pan

O relógio do Juízo Final está em seu pior nível desde sua criação, 85 segundos para a meia-noite, conforme o Boletim de Cientistas Atômicos, publicado nesta terça-feira (27). Fundado em 1945, o grupo, que teve a participação de Albert Einstein, J. Robert Oppenheimer e cientistas da Universidade de Chicago que ajudaram a desenvolver a bomba atômica, lançou o relógio dois anos depois.

O objeto funciona como uma representação do fim da humanidade, ao atingir a meia-noite. A ideia era remeter a ideia do holocausto nuclear, ou seja, a destruição total da terra por bombas nucleares, que circulava o imaginário popular da época.

Segundo o comunicado publicado pela associação, a escala de conflitos internacionais, como Paquistão-Índia, Rússia-Ucrânia, e Israel e Estados Unidos atacando o Irã contribuíram para o resultado, colocando o planeta em risco nuclear.


O boletim também aponta o aumento do nível de CO2 na atmosfera como acelerador do fim da humanidade. O nível de dióxido de carbono atingiu 150% do percentual pré-industrial, um novo recorde.

A temperatura do planeta também aumentou, após 2024 ser o ano mais quente registrado em 175 anos, com temperaturas similares em 2025. Pela terceira vez nos últimos quatro anos, mais de 60 mil pessoas morreram pelo calor na Europa.


Trump e ONU


A publicação segue criticando as três últimas reuniões da Organização das Nações Unidas (ONU), argumentando que o por não enfatizar o fim dos combustíveis fósseis ou monitoramento de emissões de carbono.

O governo de Donald Trump também é criticado por “declarar guerra a energia renovável e políticas climáticas sensíveis”. O texto também acusa o presidente americano de sabotar tentativas do país de combater as mudanças climáticas.


Inteligência artificial


O texto finaliza apontando que a inteligência artificial tem potencial para ser usada como ajudante para criar patogêneos que o corpo humano não teria como defender. O enfraquecimento das normas de produção de armas biológicas fomenta esse cenário, de acordo com o grupo.

A publicação reforça a crítica aos Estados Unidos ao citar que Trump revogou uma ordem executiva de segurança de IA, e fala que tanto o país como Rússia e China adotaram a IA em seus sistemas de defesa, apesar do risco dessas decisões.

O grupo analisa que o avanço tecnológico da IA pode acelerar o caos existente e a disfunção do ecossistema mundo, fomentando campanhas de desinformação e discursos como o ultranacionalismo ao redor do mundo.


Sugestões


No fim do texto, o grupo sugere que Estados Unidos e Rússia retomem as discussões sobre reduzir seus arsenais nucleares, além de discutir também com a China limitações para o uso da IA.

Ex-primeira-dama da Coreia do Sul é condenada por corrupção

Kim Keon-hee recebe pena de 1 ano e 8 meses de prisão por aceitar subornos da Igreja da Unificação e de um xamã em troca de favores para a organização 

  • Por Jovem Pan

O tribunal da Coreia do Sul condenou nesta quarta-feira (28) a ex-primeira-dama do país asiático, Kim Keon-hee, a um ano e oito meses de prisão por corrupção, após declará-la culpada de aceitar subornos da controversa Igreja da Unificação.

Kim foi sentenciada por aceitar, em 2022, presentes de luxo de um xamã e de membros da Igreja da Unificação em troca de favores para a organização, segundo determinou o Tribunal do Distrito Central de Seul em uma audiência transmitida ao vivo pela televisão. A sentença também contempla o pagamento de uma multa de cerca de US$ 9 mil.
A condenação contra Kim, a primeira contra uma ex-primeira-dama na história da Coreia do Sul, é consideravelmente menor que os 15 anos de prisão pedidos pelo Ministério Público, que também havia solicitado uma multa de mais de US$ 1 milhão.
Finalmente, o tribunal considerou Kim culpada apenas por aceitar alguns dos bens indicados pelos promotores. A ex-primeira-dama foi absolvida da acusação de financiamento político irregular, assim como da suposta manipulação de ações da Deutsch Motors, distribuidora local da BMW, entre 2010 e 2012.


Kim, em prisão preventiva desde agosto, enfrenta outros dois processos judiciais: um por seu suposto envolvimento no recrutamento em massa de membros da Igreja da Unificação para se filiarem ao então governista Partido do Poder Popular (PPP), e outro por supostamente aceitar presentes de luxo em troca de favores trabalhistas no governo.
A líder da organização, pejorativamente conhecida como “seita Moon”, Han Hak-ja, e o ex-chefe da sede global da igreja, Yun Yeong-ho, também enfrentam processos judiciais em meio a um crescente escrutínio no país asiático contra esta instituição, conhecida por seus casamentos coletivos, bem como por sua influência política e econômica internacional.
A decisão ocorre dias depois de o marido de Kim, o ex-presidente Yoon Suk-yeol, ter sido sentenciado a cinco anos de prisão em um dos oito processos judiciais que enfrenta, metade deles relacionados à sua fracassada imposição da lei marcial em dezembro de 2024, que resultou em sua destituição.

*Com EFE

Brasileiro pega prisão perpétua por assassinar ex na Irlanda, diz jornal

Miller Pacheco foi condenado nesta sexta-feira (23) pela morte de Bruna Fonseca, ocorrida em Cork, no dia de Ano Novo de 2023


  • Por Jovem Pan

O brasileiro Miller Pacheco, de 32 anos, foi condenado à prisão perpétua nesta sexta-feira (23) pelo assassinato de sua ex-namorada, Bruna Fonseca, de 28 anos. A sentença foi proferida no Tribunal Criminal Central, em Cork, na Irlanda. As informações são dos jornais locais The Irish Times e The Journal.

O assassino, natural de Formig, em Minas Gerais, estrangulou a vítima no apartamento dele nas primeiras horas de 1º de janeiro de 2023. O crime ocorreu pouco tempo após os dois terem se mudado para a Irlanda.

Júri rejeitou unanimemente a defesa de Pacheco, que alegava não ter tido a intenção de matar e que teria aplicado um golpe de “mata-leão” para se defender durante uma discussão. A acusação comprovou que a vítima sofreu asfixia por estrangulamento manual e apresentava mais de 65 lesões pelo corpo.

A juíza Siobhan Lankford destacou que o crime foi motivado pela recusa do réu em aceitar o fim do relacionamento. Bruna e Miller namoraram por cinco anos no Brasil, mas haviam terminado pouco antes do crime, já na Irlanda.


Depoimentos



Durante a audiência, familiares de Bruna prestaram depoimentos. Izabel Fonseca, irmã da vítima, descreveu o impacto da perda e afirmou que Bruna vivia um relacionamento marcado por “manipulação constante”. A família, que vestia camisetas com a foto da jovem, celebrou a decisão do tribunal.

Os advogados de Miller Pacheco informaram que ele não pretende recorrer da sentença e que expressou remorso à família da vítima. Bruna, que era bibliotecária e havia se mudado para a Europa em busca de novas oportunidades, foi sepultada em sua cidade natal, em Minas Gerais.

A Jovem Pan não conseguiu localizar a defesa do brasileiro. O espaço está aberto para manifestação.